<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761</id><updated>2011-06-07T23:28:56.645-07:00</updated><title type='text'>Dicionário do Rock</title><subtitle type='html'>Dicionário do Rock</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>36</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113388841617830845</id><published>2005-12-06T08:54:00.000-08:00</published><updated>2005-12-06T09:00:16.190-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt; Mensagens vindas de 93. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Fraga&lt;br /&gt;Texto publicado no Caderno Dez!, A Tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://sp5.fotologs.net/photo/53/19/40/mirabolix/1132153858_f.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de uma década atrás, no ano de 1993, ainda não existiam indies. Naquela época ser “alternativo” significava gostar de algumas bandas de rock norte-americanas que, como Fugazi e Rites Of Spring, buscavam uma nova forma de tocar punk rock. Suas letras não tratavam de crítica social, mas de temas subjetivos; suas músicas iam além dos três acordes básicos do punk, experimentando a dissonância, novos ritmos, novos timbres e, principalmente, novos arranjos vocais. Ainda dava para chamar “isto” de punk rock? Talvez não. Emo, emocore ou simplesmente alternativo foram definições comuns para este tipo de música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos nesta mesma época surgiam no Brasil bandas como o CPM 22, que pouco a pouco descobriam procuravam a formula mágica para fazer emocore em português. Na verdade, eles importavam a métrica e entonação das bandas americanas com poucas modificações – o que, na prática, consistia em terminar todas as sentenças com um verbo e esticar última sílaba deste até o final do compasso. No decorrer da década surgiram outras soluções para o problema, como a do Dance of Days e Noção de Nada – ambas frustradas. Com uma sonoridade mais vendável, bem na fronteira entre o hardcore melódico californiano e o emocore, o CPM 22 terminou a década como uma das bandas de rock brasileiro de maior visibilidade. Foi ela que trouxe este tipo de sonoridade ao conhecimento do gosto médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, acidentalmente ou não, “1993” também é o nome da melhor faixa de “Revés em si bemol”, o primeiro álbum da baiana Mirabolix – banda formada por Matheus Brasil [guitarra e violão], Davi Cokeiro [bateria, trompa e escaleta], Rafael Nunezz [voz], Maurício Tokimatsu [guitarra] e Bernardo Von Flach [baixo e gritos]. O lançamento do álbum é nesta quarta, dia 07 de dezembro, a partir das 22 horas no Miss Modular [Rio Vermelho]. Além de Marabolix o show conta com a participação da banda Automata e dos Djs Big [hip hop], Roots [drum'n'bass] e Bassick [drum'n'bass]. O ingresso é R$ 7, mas pagando R$ 20  você leva também o CD da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira faixa do álbum, “Redemoinhos”, já se percebe que grupo tem uma relação estreita com o emocore americano: guitarra pesada, mas não muito suja, dissonâncias, bateria alternando entre versos rápidos e cavalgados e outros mais cadenciados, arranjo vocal bem trabalhado, enfim, todos os clichês do gênero são [bem] explorados nesta canção. Assim também se passa em “Tudo de novo; começo sem fim”, “Histórias que não teria deixado para trás...”, “Ciscos na Imensidão”, “Agressões Noturnas”, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é quando a primeira faixa dá lugar a “Pular no Mar” que percebemos que Mirabolix é muito mais do que isso. Neste álbum, o emocore dá lugar a todo tipo de experimentação – com instrumentos heterodoxos [como trompa, escaleta, violino, oboé e maquina de escrever], efeitos sonoros estranhos, conversas pelo telefone, além diálogos com gêneros bem diversos. Lembrando que uma das principais características do emocore é exatamente a experimentação e questionamento das fronteiras do punk rock, Mirabolix tem o mérito de transportar a experimentação de bandas como The Get Up Kids [com seus arranjos de teclado que as vezes lembram Duran Duran] para o cenário da música brasileira. Neste sentido a bossa nova de “1993” e “Já passou”, o samba de “Mundo Velho” e “Pular no Mar” e o blues pra lá de psicodélico de “Naked by” fazem todo o sentido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é somente na sonoridade que a banda dialoga com o emocore. O material promocional [sites, fotos, encartes] são típicos do gênero, além das letras e vocalizações da maioria das canções. Na verdade, as experimentações da banda é só mais uma prova que eles dialogam com o gênero do The Get Up Kids. A banda tem um grande mérito: conseguir adaptar perfeitamente a dicção do emocore para o português sem precisar apelar para o alongamento vocálico do CPM 22. Assim, Mirabolix quase consegue fazer o emocore soar adulto, se é que isto é possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revés em si bemol&lt;br /&gt;Atalho Discos&lt;br /&gt;R$ 15&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113388841617830845?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113388841617830845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113388841617830845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_12_01_archive.html#113388841617830845' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113327332124501361</id><published>2005-11-29T06:01:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T06:11:43.216-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Música para feriados nublados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pedro Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto publicado originalmente no Caderno Dez! do A Tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bandasoma.com.br/fotos/fotos/vc_04.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro “Admirável Mundo Novo”, Aldous Huxley descreve, num futuro não muito distante, uma sociedade dividida em castas, onde a conformidade ao Estado totalitário passa por processos de condicionamento mental e pelo uso do soma, uma droga que produz ao mesmo tempo felicidade e letargia. Sem alterar sentidos e, ao contrário da droga futurista, trazendo uma carga de melancolia lúcida que só se experimenta em feriados nublados, a banda baiana Soma lança “Dramorama”, seu primeiro EP gravado em estúdio e com participação de todos os integrantes da banda.&lt;br /&gt;Em 2001, Rafael Cavalcanti [voz e guitarra] e Josh [guitarra] começaram a fazer algumas composições, gravaram algumas com o baixo e a bateria programados no computador, um rascunho do que deveria ser o som da banda. Começaram a procurar gente para formar o grupo. Em dezembro daquele ano, Rogério Alvarenga [baixo e voz] e Edu Marquez [bateria] se juntaram ao dois primeiros para completar a Soma.&lt;br /&gt;Em janeiro de 2002, começaram a tocar por diferentes espaços da cidade. Lançaram o EP “Eu, o Alien”, feito com as gravações caseiras. Gravaram um outro trabalho em parceria com a banda uruguaia Dante Inferno. Se antes havia diferença entre as gravações e as apresentações ao vivo da banda, determinada pela ausência de Rogério e Edu nas primeiras, agora, com “Dramorama”, o som da banda se torna um só. “É o registro do que é a banda. A escolha das músicas reflete o nosso momento atual”, diz Rafael.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Experiência &lt;/strong&gt;– Para a Soma, o novo EP representa uma etapa pela qual era necessário passar. Rafael: “Queríamos gravar um CD, mas o EP veio como experiência de um processo de gravação. Não é só para as pessoas ouvirem. É para a gente também se ouvir. Um exercício de repertório e estilo, do conceito do nosso som”. Embora exista uma sintonia nas preferências musicais dos integrantes, onde a influência de bandas como Radiohead está mais do que marcada, há espaço para referências menos claras e que só mesmo eles ou um ouvido bastante aguçado seriam capazes de identificar. Talvez um pouco [mesmo] do Korn, trazido por Rogério, ou das atuais influências jazzísticas de Edu. Mas não fogem das influências mais óbvias, e Rafael as defende. “As pessoas têm de legitimar referências a bandas contemporâneas. Pode citar o Velvet Underground só porque eles não existem mais, mas dizer que é influenciado pelo Coldplay, não. Acho bobagem”.&lt;br /&gt;A produção do novo EP foi totalmente independente. Não houve nenhum tipo de patrocínio. Rogério: “Tivemos o apoio de muita gente, conseguimos preços módicos no estúdio e, como tivemos um período de pré-produção longo, sabíamos exatamente o que queríamos. O que faltava definir era o número de músicas. Seriam quatro, mas não deu pra resistir e não gravar as cinco”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amor, naturalmente - &lt;/strong&gt;“Dramorama” é para dias chuvosos. Cada música poderia ser uma parte desse dia. “Coma”, a primeira faixa, é uma manhã fria, com uma guitarra que poderia ser gotas de água batendo no vidro da janela. “Meu Dilema” é a seguinte. Deu meio-dia, o telefone não deu sinal de vida. Com “Conversas &amp;amp; rock’n’roll”, você resolve sair da fossa, dar uma volta e ver coisas diferentes. Na quarta faixa, “Novo ou Velho”, o dia vai acabando e nada aconteceu. “Dramorama”, a número cinco, é um sorriso hipotecado para amanhã, uma guitarra um pouco mais ácida e um coral de estrelas pálidas no horizonte.Além do apuro técnico proporcionado por uma gravação em estúdio, o talento dos caras fica evidente. Tanto nas músicas e nos arranjos, bem-elaborados, mas sem muitas firulas, quanto nas letras de Rafael, belas, simples e verdadeiras.A unidade do EP surpreende. As cinco músicas são diferentes o suficiente para ser separadas em faixas, mas quase se completam e poderiam contar uma só história. De amor, naturalmente. De uma desilusão ou de uma certeza suspeita de que as coisas ficarão bem, mas não hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bandasoma.com.br/images/dramorama_200.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Dramorama&lt;br /&gt;Soma&lt;br /&gt;R$ 8&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113327332124501361?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327332124501361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327332124501361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113327332124501361' title=''/><author><name>Pedro Fernandes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113327259381323977</id><published>2005-11-29T05:48:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T06:11:22.696-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vintage mania&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pedro Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;texto publicado originalmente no Caderno Dez! do A Tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 376px; HEIGHT: 220px" height="330" src="http://www.ramirez.art.br/a/foto.jpg" width="468" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vintage virou moda e por isso é um filão crescente no mercado fonográfico. O lançamento do primeiro disco da banda carioca Ramirez vem para reforçar essa teoria. O som da banda, embora um pouco mais veloz, tem a doçura de baladinhas cinqüentistas a la Platters e Penguins. O clima é de baile anos dourados sem gomalina nos cabelos. Mistura já testada e aprovada pelo Los Hermanos em seu álbum de estréia.&lt;br /&gt;Há três anos, quando saiu de Minas Gerais para o Rio de Janeiro, Thiago Pedalino [voz e guitarra] já tinha escrito praticamente todas as músicas desse CD, “Ramirez”. Só faltava encontrar o resto da banda. Frank Dias [baixo e voz] ele já conhecia da sua infância passada no Rio de Janeiro. O resto da banda, Rafael Cosme [guitarra e voz] e Matheus de Giacomo [bateria], veio depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Processo&lt;/strong&gt; – Logo gravaram a primeira demo da banda, meio tosquinha, num esquema mambembe, mas que serviu para despertar o interesse do produtor Marco Sketch, do selo Performance Be Records, com quem assinaram e produziram uma nova demo, com as mesmas músicas da primeira, mas de uma maneira mais elaborada e com uma cara mais profissional.&lt;br /&gt;“Foram dois anos de underground intenso, tocando em bares para duas pessoas, até começar a fazer shows grandes no Rio”, conta Thiago. Daí para despertar o interesse de uma grande gravadora foi rápido e gravar o primeiro CD foi mais rápido ainda. Nem foi necessário gravar as vozes, que aproveitaram da segunda demo.&lt;br /&gt;A banda já tinha um número razoável de fãs e vinha destacando-se em festivais de música como o Mada [Música Alimento da Alma], de Natal, Rio Grande do Norte, do ano passado, além de vencer como revelação o “Prêmio Claro de Música Independente” e melhor canção [“Alguém Melhor”, faixa 1 do CD] e melhor demo no “Prêmio London Burning” de 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Imaturo e previsível &lt;/strong&gt;- Os caras têm competência, mas ainda há bastante o que amadurecer na sonoridade da banda, marcada por fortes influências da Jovem Guarda, Beatles e grupos vocais da década de 50, mescladas a batidas atuais, do pop ao hardcore. Porém, é tudo tão explicitamente reconhecível, que um incômodo inicial é inevitável.&lt;br /&gt;O álbum é feito de 11 baladas. Seguindo uma linha bastante irregular, há momentos em que o potencial do grupo se mostra e outros em que a imaturidade sonora torna-se evidente, prejudicando o resultado final da obra.Abrindo o disco, “Alguém Melhor”, com riffs velozes e poderosos. A bateria também dá certo peso à música, aliviado pela letra sentimental e pela voz suave de Thiago. Em seguida, vem “Matriz”, escolhida como a música de trabalho da banda, menos por sua qualidade que por óbvias razões mercadológicas. Refrão grudento, bateria repetitiva e guitarras enjoativas. O perfeito hit pop para tocar no rádio.&lt;br /&gt;“Menininha” é a baladinha cinqüentista por excelência, trocando o piano pela guitarra e com direito a coral cantando “uuuus” e “aaaas” ao fundo. A associação ao primeiro CD do Los Hermanos é imediata, embora Thiago negue uma influência direta: “Ouvimos Los Hermanos como ouvimos Pato Fu e CPM 22, eles não chegam a ser uma influência.”&lt;br /&gt;A quinta faixa, “Te Esquecer”, tem uma pegada hardcore interessante e ecos que lembram os Beach Boys em alguns momentos. “Me Diz” vem com a mesma fórmula da faixa 1, jogando com o binômio peso-leveza, mas dessa vez aliviando um pouco a bateria e acelerando as guitarras.&lt;br /&gt;Nessa alternância, as coisas caminham até a faixa 9, “Deixar pra Trás”, quando surge um country inesperado, deslocado no espaço e no tempo. “Não Vá” é alegrinha, bobinha e previsível. “Não Fique Assim” fecha o disco com a eficácia da mistura “velho com roupa nova”. Desta vez, ao contrário das outras, dando mais ênfase ao novo que ao velho, que se torna uma referência sutil e não mais uma influência tão marcada. No fim, fica a sensação de que tudo seria melhor se não houvesse tantas derrapadas no desejo exagerado de ser vintage.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="144" src="http://www.ramirez.art.br/a/capadisco.jpg" width="135" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ramirez&lt;br /&gt;Ramirez&lt;br /&gt;Performance Be/Universal&lt;br /&gt;R$ 21,90&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113327259381323977?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327259381323977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327259381323977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113327259381323977' title=''/><author><name>Pedro Fernandes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113327116679476566</id><published>2005-11-29T05:19:00.000-08:00</published><updated>2005-11-29T05:45:35.946-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Pop revolução&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Pedro Fernandes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto publicada originalmente no Caderno Dez! do A Tarde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img src="http://muziknews.canalblog.com/images/MIA.JPG" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Não precisa ser profundo conhecedor dos porões obscuros da world music para ter ouvido falar em Mathangi Arulpragasam, pois o nome com o qual ela se apresenta está na boca do povo. M.I.A., ou a gringa que sampleou um funk carioca em seu disco de estréia, é a nova sensação da música pop mundial.&lt;br /&gt;Incensada pela crítica, a moça foi destaque nas mais respeitadas publicações internacionais por fazer o que os críticos em uníssono dizem ser algo nunca ouvido antes. A verdade é que o som de M.I.A parece mesmo diferente de qualquer coisa pelo amontoado de referências cosmopolitas contidos no mesmo CD e, às vezes, em uma mesma música. Longe de algum tipo de tentativa forçosa de serem [com o perdão do palavrão] pós-modernas, as menções de “Arular” surgem naturalmente como parte da biografia de sua autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nômade&lt;/strong&gt; – Nascida na Inglaterra, Maya, como também é conhecida, passou a infância no Sri Lanka. Seu pai era escritor e militante na guerrilha dos tâmiles, minoria étnica que exigia independência do resto do país. Quando a guerra civil estourou nos anos 80, sua família foi obrigada a fugir para a Índia. Aos 10 anos, foram para a Inglaterra. Seu pai, que usava o codinome Arular [título do seu álbum], desapareceu em combate e aí está mais uma referência ao passado revolucionário da família em sua vida artística: M.I.A. é a sigla em inglês para desaparecido em combate [Missing In Action].&lt;br /&gt;Além de ser a autora de todas as músicas do CD, ela, que é formada pela Central Saint Martin’s School of Art de Londres, é a responsável pela parte gráfica do encarte, também cheia de referências a guerras, explosões e violência urbana. A disposição das letras em conjunto com as imagens forma um caleidoscópio que incomoda se colocada à parte das escolhas poéticas de toda a obra.&lt;br /&gt;“Arular” funciona muito bem como produto pop que vende e tem clipe nas paradas da MTV, mas com uma personalidade que não soa pré-fabricada. M.I.A. está em exposição nas prateleiras da indústria fonográfica, mas ela mesma, em sua falta de caras e bocas e pernas de fora, parece não estar à venda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerrilha musicológica - &lt;/strong&gt;O clima é o de um lugar no meio de uma cidade em ruínas de algum país subdesenvolvido arrasado por uma guerra civil motivada por razões obscuras, a não ser para os envolvidos nela. Anoiteceu e alguém sugeriu algum tipo de diversão. No palco, uma mulher de voz estridente cantando sobre bases eletrônicas e sons vindos de várias partes, identificáveis ou não, do mundo.&lt;br /&gt;Enquanto as pessoas que passaram o dia guerreando dançam sem se importar por quanto tempo o prédio continuará de pé, bombas estouram a poucos quarteirões de distância. Isso é “Arular”.&lt;br /&gt;Referências extraídas de um mundo decadente onde explosões se misturam a programações eletrônicas e letras que não buscam alívio fora da realidade. Letras e músicas em “Arular”, à primeira audição, se excluem como números de sinais opostos. Mas é justamente o contraste entre as melodias dançantes e letras que falam de guerrilhas, fuzilamentos e revolução que dá o tom de caos pós-apocalíptico ao álbum.&lt;br /&gt;Em “Pull Up The People” ela avisa: “Eu tenho as bombas para fazer você explodir”. E é o que ela faz em todas as faixas seguintes. Traduzindo a violência das guerras e das cidades grandes em sons pulsantes e impossíveis de não serem corporificados.&lt;br /&gt;Em “Bucky Done Gun”, a referência é o Rio de Janeiro e o funk carioca, com um sampler da música “Injeção” de Deize Tigrona e DJ Malboro. Em “Amazon” e “Galang”, a repetição do refrão e de fonemas por um coro de vozes femininas mais parecem mantras indianos feitos para fazer dançar. E fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="WIDTH: 124px; HEIGHT: 140px" height="176" src="http://lifedistilled.com/images/86/thumbnails/MIA_Arular.jpg" width="162" /&gt;&lt;br /&gt;MIA&lt;br /&gt;Arular&lt;br /&gt;Sun&lt;br /&gt;R$ 28&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113327116679476566?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327116679476566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113327116679476566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113327116679476566' title=''/><author><name>Pedro Fernandes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113318070927016550</id><published>2005-11-28T04:22:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T04:31:00.666-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3364/1457/1600/sweet.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3364/1457/320/sweet.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;strong  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;Um chá                  doce, quase alucinógeno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-family: arial;font-family:arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Crítica originalmente publicada no site &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial;font-size:85%;" &gt;&lt;a style="font-weight: normal; color: rgb(255, 255, 255);" href="http://www.petcom.ufba.br/petshop"&gt;Petshop&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;“Não faço mais as coisas que costumava fazer, porque já fiquei velho.” Essa é a frase que abre a faixa &lt;em&gt;Done                  Got Old&lt;/em&gt;, de um dos álbuns mais estranhos e interessantes                  do blues: &lt;em&gt;Sweet Tea&lt;/em&gt;, de uma das últimas lendas                  vivas do blues, Mr Buddy Guy.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 Lançado em 2001 pelo selo Jive, &lt;em&gt;Sweet Tea&lt;/em&gt; é um daqueles álbuns que podemos definir como difíceis de digerir. Buddy Guy buscou uma sonoridade que, pra quem está acostumado com seus trabalhos acústicos ao lado de Junior Wells, autoridade do blues na gaita, pode parecer um tanto quanto “sombrio”.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt; Embora tenha calcado boa parte do repertório desse álbum com covers clássicos do bluesman Junior Kimbrough, Buddy Guy se refugiou no estúdio Sweet Tea (Sim, é daí que vem o nome), no Mississipi, e criou uma atmosfera densa e sombria, para, pelo menos, cinco das nove canções que compõem o álbum.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 Para ficar claro, a faixa de abertura, &lt;em&gt;Done Got Old&lt;/em&gt;, é um blues tradicional, com violão de aço e frases autênticas do blues, o que dá, de certa forma, uma falsa pista do que está por vir. Baby &lt;em&gt;Please                  don´t leave me&lt;/em&gt;, a faixa seguinte, tem tudo que um bom blues pede, um vocal sincero, triste, desesperado por ora, riffs e solos que não deixam dúvidas da identidade da canção, mas com uma diferença que marca todas as faixas seguintes: o eco. &lt;/span&gt;               &lt;/div&gt; &lt;p style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;Pode parecer pouco para tanto alarde, mas as guitarras e todo o instrumental parecem que estão gritando ou chorando uma melodia que vem de longe, num contínuo sonoro que aos poucos rodeia, como um “spectrum fantasmagórico”, os vocais poderosos de Buddy Guy.O mais interessante é que esse efeito reverb particular dos instrumentais foi captado diretamente da acústica que o estúdio Sweet Tea proporciona. Em dados momentos, a sonoridade que o eco do estúdio proporciona para as faixas as fazem lembrar alguns efeitos utilizados pelo rock progressivo. Tal comparação é válida, contanto que não se confunda sonoridade com arranjo, melodia, estrutura e proposta musical. Sweet tea imerge numa atmosfera de "transe", por hora quase alucinógena, ao mesmo tempo que finca em solo firme sua consistência e identidade: O Blues.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;              &lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 Toda essa atmosfera serve de base para as demais canções,                  com destaque para &lt;em&gt;Look what all you got&lt;/em&gt; e a faixa de                  doze minutos&lt;em&gt; I gotta try you girl&lt;/em&gt;, que oferece um blues                  com arranjos mais pesados, solos longos e vocais gritados.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt; Sweet tea é uma experiência marcante e que, de certa forma distoa dos trabalhos anteriores do senhor Buddy Guy, assim como oferece uma sonoridade peculiar para o blues. Voltando a frase que dá partida ao álbum, só resta celebrar o fato de Buddy Guy estar envelhecendo e não estar fazendo a mesma coisa que fazia antes. Se depender desse bluesman, o velho e bom bl&lt;/span&gt;ues continua respirando, na sua forma autêntica sem estar fechado para novas experimentações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113318070927016550?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113318070927016550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113318070927016550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113318070927016550' title=''/><author><name>Camilo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09071877171468603644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113317998493492828</id><published>2005-11-28T04:04:00.001-08:00</published><updated>2005-11-28T04:18:00.130-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/3364/1457/1600/BRIANSETZER_ROCKABILLY.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3364/1457/320/BRIANSETZER_ROCKABILLY.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255); font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Rockabilly´s BACK&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:85%;" &gt;Critica originalmente publicada no site &lt;a href="http://www.petcom.ufba.br/petshop"&gt;Petshop&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;Reviver clássicos de antigos rockabillies imortalizados por nomes como Carl Perkins, Elvis Presley, Jerry Lee Lewis e Charlie Rich é mais nova empreitada do cantor e guitarrista Brian Setzer.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Para os desinformados, Brian Setzer foi o líder da banda de rockabilly norte - americana Stray Cats, que, na década de 80, conquistou uma legião fiel de fãs ao redor do mundo, mesmo estando meio “fora do tempo”, já que o mercado fonográfico investia pesado em outros gêneros. Com o término do Stray Cats, que às vezes ainda se reúne para alguns shows com ares comemorativos, Setzer sempre tocou projetos independentes, ou solos ou com sua orquestra: &lt;strong&gt;Brian Setzer Orchestra&lt;/strong&gt; que incorpora o rockabilly                  com elementos das big bands, do bop e do swing jazz. &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; E é graças a sua paixão por esse gênero que marcou os primórdios do Rock and Roll e influenciou milhares de banda, como os Beatles, que Setzer presenteia o mercado e o público sedentos por algo positivamente "fora de moda". A obra em questão: &lt;strong&gt;Rockabilly Riot                  Vol.1: A Tribute to Sun Records&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Cover, do bom e do melhor, seria a melhor classificação para esse álbum que conta com 23 canções compostas ou imortalizadas pelo melhores artistas que passaram pela lendária gravadora Sun Records, entre eles Elvis Presley e Carl Perkins.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Se existe alguém que nasceu na época errada, esse cara é Brian Setzer. Setzer é o melhor guitarrista da década de 50 nascido na década de 60, tendo atuado na década de 80 até hoje, que continua provocando a grande dúvida e admiração daqueles que o ouvem: “Como pode tocar e cantar tão bem ao mesmo tempo?”. Essa é a sua grande vantagem, ainda mais se tratando do álbum em questão.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Rockabilly Riot é um álbum de covers, não de versões. O intuito de Setzer foi o de resgatar o ambiente e sonoridade das 23 canções escolhidas para compor esse primeiro volume, para isso se refugiou em um estúdio em Tennesee, usou microfones do período das gravações originais, buscou efeitos de ecos similares, montou uma banda que buscou estudar e tirar as linhas de bateria, baixo e piano com precisão e sonoridade das canções originais e manteve o clima de gravação ao vivo, com direito a diálogos e erros no início de algumas faixas. Mas sem equívocos: Rockabilly Riot não é uma mera reprodução. O estilo da banda é marcante e detém propriedade, principalmente as guitarras de Setzer, que embora tenha encorpado uma sonoridade ainda mais característico dos rockabillies de 50, ainda demonstra seus poderosos e particulares Licks, solos e Riff´s, frutos do seu estilo, baseado no bop, no jazz, no blues e no swing. Além das guitarras, Setzer mostra um vocal mais maduro, que varia da suavidade mais aguda para o mais grave, ora rasgado ora “estragado”, sempre impecavelmente bem servindo o que a música pede.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Rockabilly Riot tem uma ótima seleção de músicas e uma excelente distribuição das faixas, sem altos e baixos, sempre mantendo o ritmo sexy e dançante do bom e velho estilo desse gênero. Muitas canções, aparentemente desconhecidas pelos títulos, serão possivelmente reconhecidas na melodia, destaques para a faixa 3 Real Wild Child que traz linhas de piano que lembram os melhores riffs de Jerry Lee Lewis, para a faixa 9 Glad All Over (Que foi gravada pelos Beatles na BBC de Londres) e a faixa 14, a versão de Blue Suede Shoes de Carl Perkins, imortalizada por Elvis Presley.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; Rockabilly Riot vale muito mais do que a pena. É fundamental para quem gosta de Brian Setzer e do gênero Rockabilly, e imprescindível para quem queira ouvir uma música de qualidade, com repertório e execuções de rara qualidade com pitadas nostálgicas.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt; A má notícia é que Rockabilly Riot só existe importado no Brasil e está sendo vendido, em média, pelo preço de R$ 110,00. Vale à pena? Se você tiver dinheiro para investir, sim, vale muito mais que a pena, com já foi dito. Mas, se não, existem outros meios.......o que não pode é ficar sem conhecer, nem que seja pra ouvir 30 segundos de cada faixa em sites de venda ou em pé na frente daqueles players verticais de lojas de discos. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-family:Arial,Helvetica,sans-serif;font-size:100%;"  &gt;                 &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113317998493492828?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317998493492828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317998493492828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113317998493492828' title=''/><author><name>Camilo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09071877171468603644</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113317880296856376</id><published>2005-11-28T03:50:00.002-08:00</published><updated>2005-11-28T03:53:22.970-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O grande pateta &lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Danilo Fraga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto originalmente publicado no Caderno Dez!, A Tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.robinsonarchive.com/images/photolarge/Iggy01.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 60, no auge do colorido movimento hippie, alguns jovens começaram a usar jaquetas pretas, calças de couro e a desprezar os ideais de paz. Assim surge o Black Sabbath e o metal na Inglaterra, mas, longe da ensolarada São Francisco, também nos EUA acontecia algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final de 1967, em Detroit, o jovem James Osterberg reúne três amigos, Dave Alexander e os irmãos Ron e Scott Asheton, para formar uma banda. A idéia era peitar o ideal hippie e a música mais bem cuidada das bandas britânicas, fazer um som cru e pesado. Mais tarde, o jovem James seria conhecido como Iggy Pop e seu grupo, The Stooges [os patetas], entraria para a história do rock como uma das bandas mais feias, sujas e malvadas de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem tem menos de 50 anos, resta aproveitar a chance e conferir os Stooges no festival Claro Que é Rock – eles estão de volta depois de mais de 30 anos parados. Os shows rolam nos dias 26 e 27 de novembro, em São Paulo e no Rio de Janeiro respectivamente. Além dos Stooges, o set é considerável: Sonic Youth, Flaming Lips e Nine Inch Nails. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blues – Quando começou sua carreira, Iggy queria tocar blues e chegou a montar uma banda, The Iguanas. Mas não era um músico virtuoso. Também não se destacava pela inteligência [como John Lennon], beleza [Jim Morrison] ou sensualidade [Mick Jagger]. A Iggy restava denunciar a falta de sentido na vida dos jovens americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da banda era uma versão mais simples e suja do rock blueseiro tocado por grupos como Rolling Stones e Cream. Eles falavam do tédio e da apatia, pregavam a destruição de tudo o que estivesse pela frente.No palco, Iggy se mutilava com cacos de vidro, cuspia na platéia, fazia sexo com o microfone, vomitava, insultava a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Stooges lançaram o primeiro CD em 1969. Em19 74, depois do final da banda, Iggy Pop seguiu em sua carreira solo, oscilando entre momentos memoráveis e outros, desprezíveis. Depois de três décadas, a banda se reuniu novamente no final de 2003, em formação quase igual à original: Iggy Pop, no vocal, Ron Asheton, na guitarra, e Scott Asheton, na bateria. O baixista Dave Alexander, morto recentemente, foi substituído por Mike Watt [ex-Minutemen]. Desta reunião vai sair um novo álbum, o “Skull Ring”, e uma turnê por todo o mundo – incluindo aí as apresentações no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Punk - Em sua carreira meteórica, os Stooges lançaram apenas três álbuns de estúdio – “The Stooges” [1969], “Fun House” [1970] e “Raw Power” [1973] –, todos obrigatórios e imprescindíveis na história do rock. Sem eles, o punk na década de 70 não teria acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem Stooges, não haveria Ramones, New York Dolls e nem Sex Pistols – a turma de Sid Vicious tinha Iggy como ídolo máximo. Ainda hoje podemos ouvir os ecos das guitarras sujas e simples de Ron Asheton em bandas como Strokes, White Stripes e The Hives. Nas palavras de Mário Jorge, ex-bateristada Penélope, “Iggy Pop fez muita loucura e já devia estar morto. Acho que é a última oportunidade de vê-lo vivo aqui no Brasil”. Talvez seja mesmo imperdível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113317880296856376?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317880296856376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317880296856376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113317880296856376' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113317857342078181</id><published>2005-11-28T03:46:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T03:49:33.776-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Cachorro está ficando Grande [e latindo cada vez mais alto] &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Fraga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto originalmente publicado no Caderno Dez!, A Tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.mizzbrazil.com/images/439309_4.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de seis anos trafegando no limbo das bandas alternativas, só agora os gaúchos da Cachorro Grande começam a executar seu plano de conquistar o mundo [pop]. Formada em 99, a banda lançou dois álbuns independentes – “Cachorro Grande” [2001] e “As Próximas Horas Serão Muito Boas” [distribuído pela “Outracoisa”, a revista de Lobão, em 2004]. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas parece que em 2005 as coisas começaram a acontecer. Além de participar do “Acústico MTV Bandas Gaúchas” e vencer o VMB, a banda lançou seu novo álbum, “Pista Livre”. De tanto fazer cara de cachorro sem dono, finalmente foi acolhida pelo Deckdisc, que tem nomes como Pitty e Ultrage a Rigor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente por isso que Beto Bruno [voz], Marcelo Gross [guitarra], Rodolfo Krieger [baixo], Gabriel Azambuja [bateria] e Pedro Pelotas [piano] estão em Salvador. O show de lançamento de “Pista Livre” começa às 21h dessa sexta [4/11], no Rock in Rio, e conta com a participação da Sangria e da Retrofoguetes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre “Pista Livre” e os outros discos da banda é notável. “Este álbum teve uma grande diferença na produção, fomos mais cuidadosos e a qualidade sonora é infinitamente superior”, explica o vocalista Beto Bruno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparado com “As Próximas Horas Serão Muito Boas”, gravado em apenas um dia, o acabamento de “Pista Livre” é impecável, fazendo-os parecer menos feios e soar menos sujos. O disco mostra as marcas da mudança do esquema “alternativo” para o “profissional”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as “diferenças na produção”, o maior destaque está na finalização do álbum - feita no lendário estúdio da Abbey Road. E realmente parece que a aura do estúdio, de alguma maneira, influenciou nas composições da banda. Finalmente descobrimos que os caninos também amam – para o alívio das feministas de plantão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Abanando o rabinho &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem há pouco tempo bradava ter cansado das inibidas e, agora, só querer mulher vivida [“Sexperienced”, do primeiro álbum], versos como “Sinceramente você pode se abrir comigo/ Honestamente eu só quero te dizer que acertei meu pulo quando te encontrei/” soam muito românticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No disco, o vocal de Beto Bruno está menos irritante – em algumas faixas ele chega até mesmo a cantar [isso mesmo, ele não grita]. “Interligado” conta com um belo arranjo de cordas – “É a nossa Eleanor Rigby”, comenta Beto Bruno. Sonhos à parte, a canção lembra mais “Flores em Você” do Ira, o que já é um elogio e tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já “Sinceramente” tem arranjos de piano à moda do Coldplay e concorre seriamente a ser um hit radiofônico, ou tocar em alguma novela – pior pecado que uma banda alternativa pode cometer. Mas isso não parece preocupá-los: “De que adianta fazer as músicas e quase ninguém ouvir?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que todas essas mudanças podem desagradar aos fãs mais conservadores para quem tudo isso tira um pouco do barato. Mas essa diversificação parece dar maior vida útil à banda. Utilizando a combinação terninho + guitarra, infalível nos dias de hoje, Cachorro Grande muitas vezes soava como o Bloc Party, Kaiser Chiefs ou como outro Franz Ferdinand da vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este problema é resolvido em “Pista Livre”. Canções dançantes [“Desentoa” e “Novo Super-Herói”], com influências do country [Eu Pensei] e da Jovem Guarda [“Agora Eu Tô Bem Louco”, “Você Não Sabe Nada”] mostram que o Cachorro Grande pretende latir por muito tempo. E eles ainda rezam para a Santíssima Trindade – Beatles, Rolling Stones, The Who. Amém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113317857342078181?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317857342078181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317857342078181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113317857342078181' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113317840725966409</id><published>2005-11-28T03:43:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T03:46:47.260-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Metal farofa-com-frango-frito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Fraga Dantas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto originalmente publicado no Caderno Dez!, A Tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.vamorirmeupovo.hpg.ig.com.br/arquivo/2005/marco/massacration.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O heavy metal é o reino do clichê: homens musculosos com óleo besuntado pelo corpo, tatuagens, cabelos grandes e sujos, franjinhas, pose de malvado e calças de couro apertadas ao ponto de afinar as vozes mais graves. Um prato cheio para qualquer humorista. Mais cedo ou mais tarde tinha mesmo que aparecer algo como o “Massacration”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda apareceu pela primeira vez como um quadro do programa “Hermes &amp; Renato” [MTV]. Mas, com o tempo, a piada foi crescendo: o grupo ganhou seu próprio programa, o “Total Massacration”, criou novas canções, fez turnê pelo Brasil e agora lança seu álbum de estréia, “Gates of Metal Fried Chicken of Death” [Deckdisk], que tem tudo para se tornar um dos álbuns de metal mais vendidos no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas 13 canções do disco, a banda faz o que já fazia no programa da MTV: uma paródia dos principais clichês do metal. Letras sem muito sentido embaladas por entonações apocalípticas, refrões repetitivos, solos virtuosos, além dos característicos vocais agudos. Eles não fazem nada que bandas como Iron Maiden, Helloween, Judas Priest e, principalmente, Manowar [o Village People do metal] não fizeram antes. A grande sacada da turma do Hermes e Renato é ser ridículo sim, mas de propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hilário – Logo nos primeiros minutos do álbum dá pra notar a intenção deles: a faixa de abertura traz uma receita de bolo lida por uma voz diabólica. Depois vem “Metal Is The Law”, que começa com um hilário riff misturado com a levadinha do “em cima, embaixo, puxa e vai”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do álbum é, basicamente, a mesma coisa: “Evil Papagali” conta a história de um papagaio infernal e tem como refrão “Loro quer biscoito”, “Metal Dental Destruction” começa com a frase “Feel the killing broca” e “Metal Glu Glu” conta com a participação especial de Sérgio Mallandro. As já famosas “Metal Massacre Attack”, “Metal Milkshake” e “Metal Bucetation” ganharam regravações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é exagero dizer que desde o Sepultura não aparecia nada de tão interessante no metal brasileiro. Colocando em evidência os clichês do gênero, o Massacration acaba mesmo é colocando nossos metaleiros no divã. O famoso conservadorismo que condenou o “Roots” do Sepultura alguns anos atrás já precisava ser revisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o Massacration pode ser entendido como uma prova da maturidade do metal no Brasil. Só depois que as regras de um gênero se encontram bem claras na cabeça de todos é que a paródia faz sentido. E olha que o Massacration parodia muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você consegue levar o Manowar a sério, é bem provável que não vá gostar de Massacration. É uma pena. Rir de si mesmo é sempre um ótimo exercício de autocrítica. E talvez a paródia seja mesmo uma boa saída para o metal brasileiro. Ou parece mais inteligente importar sem restrições a moda das camisas pretas para nosso calor tropical? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Massacration&lt;br /&gt;Gates of Metal Fried Chicken of Death&lt;br /&gt;Deckdisk&lt;br /&gt;R$ 24,90&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113317840725966409?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317840725966409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317840725966409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113317840725966409' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-113317788918942849</id><published>2005-11-28T03:33:00.000-08:00</published><updated>2005-11-28T03:42:57.346-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Wendy e os garotos perdidos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Danilo Fraga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto originalmente públicado no Caderno Dez!, A Tarde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://sp2.fotologs.net/photo/50/52/14/cmtn/1132989455_f.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dizem que ficar vagabundeando pela internet não leva a lugar nenhum... Há dois anos, Leo Cebola, 24, [bateria] conheceu Andréa, 19, [vocal] no mIRC. Levantaram a possibilidade de montar uma banda de rock com vocal feminino e marcaram para conversar melhor em um show naquela mesma noite. Lá também estavam Helinho, 21 [guitarra], e Danilo, 23 [guitarra]. Em uma semana já estavam ensaiando suas primeiras canções. Pouco depois se juntou a eles David, 19 [baixo], e assim nasceu o Canto dos Malditos na Terra do Nunca [CMTN].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só neste ano eles já tocaram no Palco do Rock, abriram o show para o Placebo [na seletiva baiana do festival “Claro q é Rock”], e, em São Paulo, para Nando Reis e Ira. No domingo [27/11] aparecem no programa “Banda Antes” da MTV, lançam seu novo trabalho, o álbum “Olha a Minha Cara”, e se preparam para sua segunda viagem para São Paulo. Sábado, tocam junto com a Theatro de Seraphin e a Lacme no Miss Modular [Rio Vermelho], às 23h. O ingresso é R$ 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigo – Certo que este crescimento frenético só foi possível com as novas tecnologias de gravação e distribuição – a banda tem o fotolog [www.fotolog.net/cmtn], comunidade no Orkut e suas músicas podem ser encontradas facilmente na internet. Mas algumas das principais conquistas do CMTN foram fruto do mais velho dos meios de comunicação – o boca-a-boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta a lenda que a primeira demo da banda foi parar na mão de Joe [baixista de Pitty] e foi a trilha sonora da gravação de “Anacrônico”, o novo álbum dela. Depois disso, conseguir um empresário em São Paulo, shows e espaço na MTV foi um pulo.   Carlos Eduardo Miranda, daTrama Virtual, esteve em Salvador para ouvir o som dos caras. Agora a banda planeja ir a Sampa para conquistar um novo público e tentar, enfim, viver de música. “Tem que ter muita raça pra tocar rock em Salvador. Faltam casas de show, estrutura, tudo. Em São Paulo, queremos oportunidades”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha a Minha Cara - CMTN&lt;br /&gt;R$ 5&lt;br /&gt;cmtncontato@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Olhem a minha cara. Cara de quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo EP do CMTN, “Olha a Minha Cara” [que será lançado no dia 11/12], não traz grandes novidades para quem já conhece a banda há algum tempo: “Este trabalho pode ser visto como uma continuidade de nossa demo, só agora as músicas estão mais bem trabalhadas”, explica o guitarrista Danilo. Por outro lado, as sete canções são uma amostragem do estilo da banda. Para a vocalista Andréa, “no segundo álbum está mais nítida a influência de cada um”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade. O CMTN pode ser localizado no encontro de algumas tendências do rock dos anos 90 que, na eterna batalha da autenticidade, perderam o posto de “queridinhos” da crítica para o rock inglês. Misturando new metal, grunge, emo e hardcore ao rock brasileiro, “Olha a Minha Cara” é a prova de que existe novidade no mundo do rock fora da influência do indie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É entre estes subgêneros do rock que a banda tenta encontrar sua cara. É uma proposta que faz sentido e tem futuro, mas que, algumas vezes, causa certa confusão - como em “O Que Te Faz Voltar”, que é uma boa canção, mas fica meio deslocada do resto do álbum com sua sonoridade “samba-circense”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que agrupa as sete canções do álbum e diferencia o CMTN das diversas bandas de new metal que apareceram nos últimos anos é a influência que Andréa carrega do rock brasileiro, em suas letras e modo de cantar. “Eu gosto de Los Hermanos, Cassia Eller, Cazuza, Titãs velho, entre outros”, explica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta influência fica bem clara no modo como ela emposta a voz e alonga as sílabas no final das frases e também em suas composições. Geralmente Andréa chega com a composição pronta no violão e o resto da banda fica responsável pelo arranjo, mas outras vezes Helinho aparece com alguma frase na guitarra e ela coloca a letra – todas em português. “O que nasce dentro de mim é em português. Eu não tenho escolha”, completa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é também o modo de Andréa cantar o alvo da maior parte das críticas negativas dirigidas à banda: a repetição de alguns esquemas melódicos na maior parte das canções, seu timbre grave e um certo maneirismo fazem ela soar como um menino em plena puberdade. Uma imagem bem apropriada. Afinal, na Terra do Nunca, os garotos nunca crescem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-113317788918942849?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317788918942849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/113317788918942849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113317788918942849' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-112774248748446362</id><published>2005-09-26T06:47:00.000-07:00</published><updated>2005-09-26T06:49:00.830-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;A ditadura da guitarra com wah-wah&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.seusom.com.br/images/scambo%20-%20exerca.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, existe em Salvador uma faixa de consumo muito bem definida que vai do forró “pé-de-serra” ao rock com batuque. As mesmas pessoas, com suas sandálias de couro, cabelos encaracolados e saias com motivos indianos, freqüentam os shows de bandas como Bando Virado no Mói de Coentro e Navio Negreiro. Talvez porque este tipo de som combine com o clima praiano de Salvador, com nossas matas, nossas “ervas”, ou talvez porque ele esteja mais de acordo com as “raízes” negras do “povo” baiano, pouco importa. Não estou aqui para fazer qualquer juízo de valor sobre estas pessoas ou estas bandas. O que importa que no centro deste cenário, está uma apropriação pop e festiva do reggae, guitarras com wah-wah que transformam o lamento da batida jamaicana em um bom motivo para encher shows de bandas como Mosiah, Diamba e Scambo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tão identificadas no gosto de seu público, essas três bandas parecem, às vezes, formar uma palavra só: eugostodemosiahdiambaescambo é uma resposta muito corriqueira. Não preciso nem dizer que não faço parte deste público, mas, dentre essas três bandas, sempre ouvi dizer que Scambo é a que mais se destaca. Exatamente por isso, hoje (20/09) aceitei um convite e fui, finalmente, ver um show deles no Teatro ACBEU. A apresentação fazia parte de um projeto chamado Terças Caymmi que, ao que pude entender, tinha algo a ver com o Troféu Caymmi. O convite era de graça por isso, caso não gostasse do show, não corria o risco de ficar muito zangado. Uma boa oportunidade de modificar, ou reafirmar, velhos preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um interminável vídeo sobre o Troféu Caymmi, no qual podíamos ver depoimento de famosos como Ivete Sangalo e Daniela Mercury, comecei a entender porque o Scambo realmente merece algum destaque na cena “pop-roots” de Salvador. Depois passei a entender também porque a banda não consegue se descolar desta cena.Vi um show bem preparado, com uma boa iluminação e efeitos sonoros interessantes. Os arranjos muitas vezes conseguiam até sair do lugar comum, flertando com o new metal, o samba, o samba rock... As letras, apesar de tratarem de temas tão “inovadores” como a hipocrisia da sociedade, eram bem construídas e pareciam convincentes quando cantadas. Para a minha surpresa estava achando bom, mas tinha algo que me incomodava o tempo todo. Aqui e ali ainda podemos ouvir, furtiva nos arranjos, a velha guitarra com wah-wah que denunciava: o Scambo é uma banda reggae travestido de modernidade. Depois percebi que não era só a guitarra. Na verdade, a banda toda dava sinais de um caso grave esquizofrenia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O repertório do show poderia ser dividido em dois grandes blocos, a água e o óleo. Se por um lado ouvíamos pop-reggaes típicos, como o mini-hit Sol, cantado em coro por todo o teatro, também era fácil perceber as tentativas da banda de superar esta barreira. Dos quatro covers que eles tocaram, um era de Chico Buarque (Geni e o zeppelin), um de Caetano Velloso (Tigresa), um de Gonzaguinha (Ocê e eu) e um de João do Vale (Carcará). Quatro canções que, somadas à insistência de recitar poesias no meio dos números musicais, configuram uma estratégia clara de legitimação para além dos becos esfumaçados do Pelourinho (qual o nome mesmo daquele beco que toca Reggae?). Tudo ocorria como se a banda não tivesse decidido se realmente toca reggae, agradando seu público, ou parte para algumas experimentações que, diga-se de passagem, me pareceram muito mais interessantes. Essa divergência não se resume ao repertório, mas parece estar encarnada nos mais diversos aspectos da banda. Isso pode ser facilmente notado no figurino: o macacão de mecânico azul marinho, típico de bandas de new metal como o Rage Against The Machine e o Slipknot, teve que sofrer “apropriações” para combinar com o estilo "menos arrojado" de parte da banda. A roupa do baixista, por exemplo, tinha as mangas cortadas e o acréscimo de um boné, um traje típico de jogador de futebol em momento de descanso. A partir de seu núcleo regueiro, a banda parece querer apontar, de maneira desordenada, para a conquista de um público mais amplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos altos do show coincidem exatamente com os momentos em que a banda consegue equilibrar essas duas tendências. Fábrica e Perdão são duas ótimas canções que, junto com a versão de Geny, valeram o esforço de me deslocar até o Corredor da Vitória. Destaque também para o rap de auto-ajuda bem ao estilo Pedro Bial (afinal filtro-solar também combina com as praias de Salvador). Não sei o nome da música e nem lembro se ela é realmente boa, mas é bem engraçada e parece que vai estar no novo álbum da banda. Por falar em álbuns, a Scambo já lançou dois e caminha para o terceiro. Em conversas depois do show, me disseram que a maior parte das canções de reggae são dos primeiros trabalhos e que, em seu terceiro álbum, a banda procura investir em “um estilo mais próprio”. Ao que parece, a banda caminharia para a superação da esquizofrenia. Mas, será que se eles completarem este movimento ainda conseguirão agradar seu público? Lembro-me de uma mulher muito engraçada que, sentada em minha frente, se balançava da mesma maneira, seja quando a banda tocava reggae ou quando ela se aproximava do rock, do samba, da música eletrônica.... Até o rap de auto-ajuda merecia braços balançantes, ao som de um Edson Gomes imaginário...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-112774248748446362?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/112774248748446362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/112774248748446362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_09_01_archive.html#112774248748446362' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-110954662143657198</id><published>2005-02-27T14:45:00.000-08:00</published><updated>2005-02-27T15:23:41.440-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Rock com Batuque&lt;/strong&gt; (texto publicado na revista Fraude)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.keil-frank.de/lesepro/Lampironicos.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, Salvador assistiu uma invasão de bandas que, influenciadas pelo manguebeat, têm como principal característica a mistura da sonoridade pop com elementos de “raiz”. Essas bandas são amadas por muitos e desdenhadas por mim, que considero suas pretensões muito altas para um mero subproduto do som de Chico Science e companhia. Chamarei aqui, de maneia meio irônica, esse tipo de rock com batuque de “afro rock”. Fazem parte desse balaio bandas como Navio Negreiro, a extinta O Cumbuca, Nego Veio (ex-Ataraxia e ex-Mano Véi), Lampirônicos, Zambotronic, entre outras. Todas essas bandas misturam o rock com alguma “coisa” brasileira; seja essa “coisa” o afoxé, samba, reggae, baião ou maracatu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação principal é de resgatar algum tipo de identidade cultural perdida. Essa identidade é reencontrada a partir do resgate de práticas culturais dos povos oprimidos como o índio e, principalmente, o negro (apesar de nossas raízes portuguesas, nenhuma banda dessas se propõe a misturar rock com fado – seria até engraçado). Leiam nas palavras deles o que digo: “De volta à Bahia, reencontramos antigos parceiros e fundamos não apenas uma banda, mas uma comunidade de músicos, um neoquilombo musical, raiz sólida da cultura negra brasileira, concebida para atuar independente das limitações e restrições impostas pelo mercado cultural oficial”. Esse trecho foi retirado do release da banda Navio Negreiro, mas frases parecidas podem ser encontradas no release da banda Nego Veio e Lampirônicos. Como se pode ver, uma das principais birras é com a axé-music, o “mercado cultural oficial”, que, apesar da influência negra, é tida como “falsa” e “vendida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse discurso de autenticidade é comum em qualquer julgamento de valor na cultura de massa – a axé-music é tida como vilã em 9,8 entre 10 grupos de roqueiros de Salvador. Porém, me espanta a ferocidade com que essas bandas se dirigem ao ritmo das morenas (e loirinhas) rebolantes. Ao contrário de outros sub-gêneros do rock, a identidade do afro rock é contruída sob os mesmos signos de baianidade da axé-music. Temas como a negritude e a sensualidade têm papel de destaque em ambas. Porém, as bandas de afro rock têm como desejo a reconstrução de uma “raiz” africana livre da influência vil da cultura de massa. Acho isso tudo meio sem sentido. A África é um continente gigantesco, com diversas etnias, culturas e, como não poderia ser diferente, diversos tipos de música. Resumir toda a cultura africana na presença da percussão em uma banda de rock é, no mínimo, leviano. O “afro” do afro rock funciona mais como um slogan, uma garantia de autenticidade e, neste sentido, é tão “mercadológico” quanto a mistura do Brasil com o Egito da axé music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu esteja colocando problemas demais em algo relativamente simples. Certo que gosto de fazer o papel do crítico chato. Mas a simples possibilidade de alguém achar que estar resgatando alguma raiz cultural em sábados a noite regados a cerveja e maconha me deixa assustado. O que há é uma mistura de mito do bom selvagem e marxismo de mesa de bar. Deixemos nossas raízes, se é que existe isso, quietas onde elas estão.  &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-110954662143657198?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110954662143657198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110954662143657198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110954662143657198' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-110315085692246896</id><published>2004-12-15T14:46:00.000-08:00</published><updated>2004-12-15T14:55:15.446-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Fraudes: Emerson Nogueira.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.shopgol.com.br/imagens/1/0035500.jpg"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não dá mais pra não escutá-lo. Emerson Nogueira está em todos os lugares, levando os ouvintes a cantarolar com inglês à lá Solange Big Brother aquele hit grudento que vive em algum lugar nos nossos inconscientes desde que fizeram sucesso nos anos 60 e 70. O intérprete provavelmente tirou o emprego de muitos dos que sobrevivem de ‘voz e violão’ no Brasil. Isso porque os donos de bar podem simplesmente se servir de um dos três cd´s gravados por ele, com as músicas internacionais de pop e hard rock mais batidas do universo. Emerson tem fã-clube, faz turnê pelo Brasil, e vende seus cd´s a um preço muito caro, tudo isso – pasmem – só à base de covers.&lt;br /&gt;A primeira pergunta que vêm à cabeça é como ele conseguiu pagar os direitos autorais para gravar e tocar. A resposta provavelmente está no fato de que o cantor é contratado da Sony, e acreditem, como compositor. Foi quando ele saiu de Minas Gerais, seu estado de origem, para tentar realizar um “projeto próprio” (palavras dele) no Rio. Entrou na gravadora com a função de arranjar e compor para fenômenos por ela criados, e explicou o sucesso do Versão Acústica como uma “junção da fome com a vontade de comer”. Ele tinha vontade de fazer isso desde os tempos em que tocava rock internacional nos bares mineiros, e a gravadora procurava emplacar um projeto parecido. Selecionaram as músicas, que por caminhos obscuros da gravadora tiveram os direitos autorais altamente facilitados e voilá! Receita para sucesso.&lt;br /&gt;O mérito de Nogueira, e o que lhe garante tanta fama, é tornar hits como Hotel Califórnia, Every breathe you take, Wish you were here, em sua maioria facilmente digeríveis, em papinha de nenê. Não se trata de releituras: a versão acústica substitui todas as guitarras por violões, e bateria por percussão, ficando na voz um timbre masculino adocicado até não poder mais. A questão aqui nem é a mera falta de originalidade, ou a queixa de ganhar a vida às custas das composições de outros. O problema é a praga dos “cantores de barzinho” estar sendo levada muito à sério. Estes artistas estão ganhando as prateleiras de discos e grandes palcos do Brasil com aquela forma de interpretar que o bom-senso não permitiria sair das rodas de violão.&lt;br /&gt;Os três álbuns intitulados “versão acústica” (que já podem ser encontrados em Box) estão à venda em qualquer loja de discos, por preços nada simpáticos. No repertório, “Have you ever seen the rain” do Creedence, "Smoke on the water", do Deep Purple I Still Haven't Found What I'm Looking for, do U2, Mercedes Benz, Janis Joplin e, como não poderia faltar, o hino dos aprendizes de violão apaixonados, More than Words. Qualquer ligação com as infernais rodas de violão em volta da fogueira não é mera coincidência. Este parece ser o público alvo do cantor. Não é à toa que no encarte do álbum, as letras vêm com cifras...&lt;br /&gt;A fraude que recompensa&lt;br /&gt;Versão acústica é o tipo de projeto que custa muito pouco à gravadora, mas que traz um retorno em vendas impressionante. Diante da crise, não é só a Sony que aposta nesta fórmula de ganhar dinheiro fácil. Cada gravadora hoje conta com seu Emerson Nogueira: Renato Vargas e Alex Cohen na Universal, Barbra Zinger e Danni Carlos na BMG... Todos com marcas genéricas (Rock´n road, Love´n road, Country´n road!, Som do barzinho) que tentam ostentar alguma legitimidade, ou apenas gerar um bom lucro.&lt;br /&gt;A trajetória destas pessoas é quase sempre a mesma: o artista mais ou menos talentoso sem dinheiro, com um punhado de músicas próprias, vai tentar a sorte na gravadora. Lá, os produtores se interessam pela sua voz (ou da pronúncia do inglês) e convidam para gravar um cd com repertório cover nacional ou internacional. O que fazem, portanto, é levar às últimas conseqüências a idéia da música de barzinho, em sua versão leve e adocicada. E o público responde muito bem a tudo isso. A coletâneas da carioca Danni Carlos “Rock´n road” vendeu mais de 90 milhões de cópias em 2003, fazendo tanto sucesso que deu corda para a segunda edição, “Rock´n road again”. As músicas são hits recentes do pop rock como “Wonderwall” (oásis), “Losing my religion” (R.E.M) e “Torn” (Natalia Imbruglia).&lt;br /&gt;Todos colocam como próximo passo da carreira gravar seus discos autorais. Se depender das gravadoras, não vão abandonar os covers tão cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-110315085692246896?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110315085692246896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110315085692246896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110315085692246896' title=''/><author><name>Livia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09555696796772957345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-110182234369124853</id><published>2004-11-30T05:37:00.000-08:00</published><updated>2004-11-30T05:52:45.286-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;úsica&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;roblemática&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:180%;"&gt;B&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rasileir&lt;/span&gt;a&lt;/strong&gt; (texto publicado originalmente na revista Fraude)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.sambossa.com.br/bossa/imagens/chega.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou em MPB, pensou Chico Buarque, Caetano Veloso. Sim, mas Luiz Gonzaga também pode ser lembrado. Roberto Carlos, inclusive, por que não? Agora, o que determina que artistas tão diferentes como estes estejam unidos sob um mesmo rótulo é o problema. Não há como negar a natureza complexa e abrangente desta pequena sigla, e talvez, para sua melhor compreensão, devessemos partir da seguinte pergunta: toda música popular brasileira é mesmo MPB?&lt;br /&gt;Nada mais prudente a fazer, quando decidimos pensar melhor sobre alguma coisa, do que tentar voltar ao momento de seu surgimento. Para a tristeza de muitos, não vamos assumir que MPB começou nos lundus da África, fonte do sambas e tantos outros ritmos brasileiros. Estamos em busca do momento em que a sigla começou a ser empregada, lá por volta de 62, quando os barquinhos e as tardinhas da Bossa Nova já não era mais a onda da vez no país. O movimento se via descaracterizado, se comparado ao seu início.&lt;br /&gt;Dois anos depois, entramos no período da ditadura militar e o espírito de protesto já tomava parte da música no país. Alguns artigos falavam em Moderna Música Popular Brasileira (MMPB) e por vezes MPM (Música Popular Moderna), referindo-se à produção desta época. A “vanguarda artística” que convivia com o fantasma da censura tinha na música uma válvula de escape e em meio a este contexto deu-se início o período dos grandes festivais de música na televisão. Vimos a sigla MPB ser difundida principalmente a partir daí, sendo incorporada no título do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record e no nome do grupo vocal MPB-4.&lt;br /&gt;A MPB acirrou, também, uma distinção ao movimento da Jovem Guarda, considerado por alguns na época alienado e pobre musicalmente. Os, primeiros representantes do rock´n roll brasileiro por sua vez, também tentaram criar sua própria sigla, MJB (Música Jovem Brasileira). Não pegou.&lt;br /&gt;Portanto, foi referindo-se a uma Bossa Nova em final de carreira e ao mesmo tempo à emergente era dos festivais que o termo MPB surgiu, incorporando depois o tropicalismo firmado neste período.&lt;br /&gt;O sociólogo Marcos Napolitano disse em um de seus artigos que MPB é uma “instituição”, porque com ela o formato canção popular – já esboçado na Bossa Nova – foi consolidado no Brasil. Mas esta pode ser a única característica em comum desta música, se pensarmos na variedade de repertórios inseridos sob seu rótulo. Segundo Napolitano não há uma “identidade e coerência estética rigorosa e unívoca” nas suas produções, não é à toa que seria difícil igualar artistas tão distintos como Gilberto Gil e Edu Lobo. Ou ainda, procurar similaridades entre “A Banda”, de Chico Buarque, e “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré.&lt;br /&gt;Diante da diversidade, poucas são as chances de considerarmos MPB um gênero musical. O professor Jeder Janotti, que coordena um grupo de estudos sobre mídia e música popular massiva na Faculdade de Comunicação da Ufba, sugere que no momento do seu surgimento - com a música urbana de Chico Buarque e Caetano Veloso - talvez fosse possível reconhecer características de gênero. Mas afirma que “o que existe são alguns valores agregados a uma certa idéia de MPB, não um gênero”.&lt;br /&gt;Complexo Cultural, uma definição dada pelo pesquisador americano Charles Perrone, poderia ser a mais coerente para referir-se a diversidade de estilos da MPB, se não fosse o fato dela fazer parecer que eles estão simplesmente reunidos ali, sem qualquer inter-relação. Só o fato de estarem imersos num contexto comum, principalmente aquele marcado pela insegurança do poder ditatorial, nos faz considerar que viviam numa constante interação entre si. Por mais diferentes que fossem seus passados, o período era de troca de experiências dentro de um sentimento comum.&lt;br /&gt;Já confusa por não ser facilmente definível, a MPB sofre ainda mais hoje com a apropriação que vem ganhando. Os problemas em parte vêm do seu próprio nome, que tomado no sentido literal pode ser usado para falar de toda a produção musical de caráter popular (leia-se não-erudito) feita no país. Por isso alguns chegam a afirmar que MPB data das primeiras produções musicais do Brasil, tendo em Chiquinha Gonzaga sua primeira estrela. Outros que ela deve perfeitamente abranger toda a produção atual: do sertanejo ao arrocha. A variedade marcante nos seus primeiros anos atribui a ela ares universalistas, o que permite a tudo ser em algum sentido MPB.&lt;br /&gt;Quando pensamos ter esclarecido algo acerca das três letrinhas, eis que mais problemas vêm à tona. Contradizendo tudo que foi dito acima, não seria nenhum delírio dizer que nem toda música popular brasileira é MPB. No fundo é essa idéia que está por trás de seu uso cotidiano.&lt;br /&gt;É o que mostra a investigação da pesquisadora de música Martha Ulhôa, que distribuiu questionários entre o público tentando chegar aos principais artistas e aspectos estéticos da MPB. Os nomes mais mencionados foram Caetano Veloso e Chico Buarque, e entre as qualidades estavam sonoridade agradável, inovação e inteligência.&lt;br /&gt;Sobre o que não faz parte do termo, os entrevistados denunciaram pobreza musical, repetitividade, falta de criatividade e romantismo excessivo. Brega, Axé Music e o Pagode, possuidores destas características, logo não se encaixam na idéia comum do que seja MPB.&lt;br /&gt;Eumar Menezes, vendedor da maior loja de discos de Salvador toca neste ponto: “Foi generalizado como MPB a música da elite, então não parte da gente fazer esta definição - já é um preconceito assimilado pela sociedade”. Numa tentativa de definir o que seja MPB hoje, na perspectiva da indústria fonográfica, Menezes diz que seria uma música no estilo da bossa nova, incluindo os grandes ícones do mercado.&lt;br /&gt;Se MPB ainda existir, o principal problema dos novos adeptos é que a inclusão nesta categoria muitas vezes envolve o desejo de legitimação artística e comercial, conquistada através da qualidade musical dos seus precursores. A posição consagrada e, por que não dizer, canonizada dos artistas que a lançaram, deixam qualquer um – inclusive os que já têm sua prateleira reservada nas lojas de disco – com vontade de reivindicar para si um pouco da MPB também.&lt;br /&gt;Dizer que a música de artistas como Zeca Baleiro, Lenine, Cássia Eller, entre outros, entrou neste rótulo por aproximação musical com os velhos artistas da MPB é forçar os limites. Até porque foram muitas as músicas brasileiras que o termo abarcou na década de 60: da pós-bossa à Tropicália, passando por músicas de protesto, artistas com influências regionais, urbanas e tantas outras. Praticamente qualquer grupo brasileiro tem alguma característica herdada de uma das muitas MPBs, mas isso não permite afirmar que tenham se tornado necessariamente MPB.&lt;br /&gt;Sem saber se foi, ou se ainda é de fato, sem ao menos ter o poder de excluir determinadas produções de seu rótulo, sendo por vezes usada pelos que almejam chegar ao topo da hierarquia musical do país, a MPB traz consigo muitos problemas. Na tentativa de solucioná-los podemos deixar de uma vez de falar em MPB ou, por outro lado, desconfiar dela e de seus ouvintes pra sempre. Podemos, enfim, mandá-la ao psicólogo; quem sabe algumas sessões de terapia ajudem...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-110182234369124853?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110182234369124853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/110182234369124853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110182234369124853' title=''/><author><name>Livia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09555696796772957345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-109999574566498466</id><published>2004-11-09T02:05:00.000-08:00</published><updated>2004-11-09T02:23:05.566-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Esquecidos: Bo Diddley&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.georgegraham.com/diddley.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bo Diddley não criou refrões clássicos para a história do rock, como o fez Chuck Berry ("Jonny B. Goode") e Little Richards ("Tutti Frutti"), não enlouqueceu as fãs com sua sensualidade e nem criou riffs memoráveis ou virtuosos - na verdade, muitas de suas canções são compostas de apenas um acorde repetido indefinidamente. Porém, Bo Diddley foi uma influência determinante para muitos artistas que vieram depois dos anos 50. A batida criada por ele – a &lt;em&gt;jungle beat&lt;/em&gt; – passou pelas mãos de bandas como Rolling Stones, Stooges e New York Dolls. Aliada ao vocal falado (na linha dos talking blues), o estilo desenhado por ele antecipou o rap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser um grande vendedor de discos nos EUA, ele era considerado um astro do porte de Chuck Berry e Muddy Waters na Inglaterra. Os garotos ingleses encontraram em Bo Diddley o suingue que faltava em suas canções - não é a toa que grupos como Yardbirds, Animals e Rolling Stones tenham feito covers de suas canções. O mais irônico é que exatamente quando os Beatles e os Rolling Stones começaram a fazer sucesso na América, o interesse pela obra de Diddley diminuiu. Porém, ele continuou tocando e chegou a fazer uma turne com o The Clash, banda influenciada por sua música, em 1979.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-109999574566498466?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109999574566498466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109999574566498466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109999574566498466' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-109970795263433214</id><published>2004-11-05T18:00:00.000-08:00</published><updated>2004-11-06T04:48:16.020-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pequena história do rock brasileiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hans Robert Jauss, em seu livro &lt;em&gt;História da Literatura como Provocação à crítica Literária&lt;/em&gt;, afirma que a história de qualquer forma artística não é possível sem algumas grandes obras de referência longevas na diacronia e integradoras na sincronia. Assim, a observação de quatro álbuns podem ajudar definir a trajétória do rock brasileiro, a saber: É proibido fumar, de Roberto Carlos; Os Mutantes, da banda Os Mutantes; Dois de Legião Urbana e Bloco do eu sozinho de Los Hermanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os pioneiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://robertocarlos.globo.com/robertocarlos/disco/00003.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem pense que a história do rock nacional só tenha começado em 1982. Há aqueles que ousam voltar um pouco mais no tempo e incluir também Os Mutantes, Secos e Molhados e Raul Seixas nessa história. Porém, poucos levam em consideração os conjuntos que ajudaram a consolidar a música jovem no Brasil durante as décadas de 50 e 60. Pode causar surpresa pensar que, ainda nos anos 50, o país ganhou seus primeiros ídolos do rock: Cely Campello (Estúpido Cupido e Biquíni de Bolinha Amarelinha), Carlos Gonzaga (Diana), Sérgio Murilo (Marcianita e Broto Legal), Tony Campello, Demétrius, Albert e Meire Pavão. Eles representaram o rock em sua vertente mais adocicada, a das baladas.&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, essa geração foi substituída por outra, mais influenciada pelo rock inglês que pelo americano. Diferente do que havia acontecido, o que estava sendo produzido não era mais apenas uma cópia da música americana, e sim uma nova linguagem musical, com características nacionais. Os grupos dessa geração avançaram em relação à dos Campello tanto musical quanto tematicamente. Os arranjos não eram mais mero suporte para os vocais, a guitarra ocupava cada vez mais agressivamente seu espaço. Do mesmo modo, as letras iam além da ingenuidade piegas e, ao tratar de “carangas” e “festanças”, estavam mais próximas da realidade urbana do país. Animado pela invasão das bandas inglesas, em 1963 Roberto Carlos lançou É Proibido Fumar, álbum que consolidou a chegada do rock ao Brasil. Entrava em cena a uma música jovem, com elementos ligados à cultura jovem (mais até do que a bossa nova) e toda uma nova constelação de artistas.&lt;br /&gt;O impacto que esse novo tipo de sonoridade teve no Brasil pôde ser sentido em 1966, no I Festival de Conjuntos patrocinado pela Jovem Guarda do qual participaram cerca de cinco mil bandas de rock. Essa explosão inicial do rock no país seria o ponto de partida para outros grupos, como Os Mutantes, que logo estariam embarcando na viagem psicodélica dos americanos e ingleses. O tropicalismo, que se apresentaria no disco-manifesto Panis et Circencis, apareceria no momento em que a Jovem Guarda iniciava o seu declínio. Segundo Erasmo Carlos, foi justamente esse movimento uma das principais causas do esvaziamento da Jovem Guarda. "A Tropicália era uma Jovem Guarda com consciência das coisas, e nos deixou num branco total" (Calado, 1995 p.54).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A primeira mutação&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://jurere.mtm.ufsc.br/~licio/muta01.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 60, existia uma oposição muito forte entre a Jovem Guarda, tomada como música alienante e americanizada, e a canção de protesto, essa sim considerada autenticamente brasileira. Os Mutantes, ao lado de Gilberto Gil e sob a tutela do maestro Rogério Duprat, ajudaram a borrar essa fronteira. Em 1968, ao utilizar guitarras elétricas no arranjo de Domingo no Parque no III Festival da Música Popular Brasileira eles cometeram uma afronta aos esquerdistas conservadores. "Gil e Os Mutantes eram os primeiros a cometer essa afronta, sua presença no festival significou a profanação do tempo da até então chamada música popular brasileira" (Calado, 1995 p.108). Os puristas tinham espasmos de indignação. Não deu outra: foram vaiados. E seriam vaiados por muito tempo.&lt;br /&gt;Os Mutantes e os tropicalistas tomaram para si a missão de ligar duas correntes da música brasileira até então antagônicas. Essa fusão marcou um dos momentos mais importantes dos anos 60 e da história da música brasileira. Os Mutantes, primeiro álbum da banda, criou um parâmetro que foi seguido por muito tempo pelo rock brasileiro –conjuntos como Os Novos Baianos, Secos e Molhados e o baiano Raul Seixas tinham como característica principal misturar, muitas vezes com ironia, ritmos brasileiros com rock. Da mesma forma, a outra manifestação de rock no Brasil dos anos 70, o rock progressivo, foi fortemente influenciada pela segunda fase dos Mutantes. Somente nos anos 80, o rock brasileiro se libertaria da influência do tropicalismo e dos Mutantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geração Coca-Cola&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.omelete.com.br/imagens/musica/artigos/resenhas_musica/dois.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém estivesse esperando alguma novidade no rock brasileiro do início dos anos 80, a atitude mais óbvia seria prestar atenção nos novos álbuns dos irmãos Baptista e de Rita Lee, os ex-Mutantes. Porém quem pensasse assim seria surpreendido. O tipo de música que mostrou a cara no início dos anos 80 não tinha nada a ver com as bandas dos anos 70 - descendia da simplicidade importada do punk, pós-punk e new wave. “Era um novo rock brasileiro, curado da purple-haze psicodélica-progressiva dos anos 70, livre de letras metafóricas e do instrumental state-of-the-art, falando em português claro de coisas comuns ao pessoal de sua própria geração” (Dapieve, 1995 p.195).&lt;br /&gt;Quando a vigilância foi abrandada, pelo processo de redemocratização do Brasil, a MPB teve dificuldades para se livrar de seus antigos artifícios de sobrevivência – linguagem rebuscada com metáforas impenetráveis e conteúdo subentendido. Da mesma forma que o punk se levantou contra a pomposidade da música pop, no Brasil foi efetuado um corte proposital em relação à MPB, tomada como antiquadra. Com o arranjos simples e os cabelos curtos e espetados, o rock brasileiro começa a reaparecer principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.&lt;br /&gt;Um dos principais representante de todo esse movimento é o segundo LP da banda Legião Urbana, Dois - pelo fato de resumir principais traços do rock brasileiro da década de 80, além de ter alcançado um grande sucesso comercial. Nesse álbum, banda evoluiu do punk rock inicial ao pós-punk, o que de certo modo resume o caminho percorrido por todas as outras bandas da época, e conseguiu moldar por muito tempo o gosto musical e o horizonte de expectativas do ouvinte de rock brasileiro. No segundo álbum, “eles evitaram bisar (fazer bis) a politização punk do primeiro trabalho e partiram para o lirismo pós-punk, cheio de violões e teclados” (Dapieve, 1995 p.133). O Lp foi um sucesso de vendas e fez de Renato Russo o porta-voz da juventude brasileira.&lt;br /&gt;Se o rock passou mais de três décadas antes de conseguir cidadania brasileira, foi nos anos 80 que ele conseguiu essa autonomia. “Nem em seu momento de maior sucesso popular, a Jovem Guarda, ele (o rock) conseguia deixar de ser tratado, por quase todos, como uma febre passageira, que logo os glóbulos verde-e-amarelos se encarregariam de expulsar do corpo na música brasileira” (Dapieve, 1995 p.11). A maior parte das bandas dos anos 80 ainda estão em atividade, com o tempo foram sendo assimiladas pela música brasileira. Na verdade, essa é uma via de mão dupla. Se por um lado, passou-se a tolerar a existência de um rock genuinamente brasileiro, este incorporou cada vez mais elementos da música brasileira em sua poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O pouco que sobrou&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.officina.digi.com.br/cdlosherpeq.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reaproximação do rock com os gêneros tradicionais da música brasileira efetuada, no início dos anos 90, por bandas como Raimundos e Nação Zumbi deu margem ao retorno de uma sonoridade situada na fronteira entre o pop e a MPB. Dentre as bandas de destaque dos últimos anos está Los Hermanos – que também retoma gêneros como samba, samba-canção, bolero, as marchinhas de carnaval, entre outros. Em 2001, o grupo lançou o álbum Bloco do Eu Sozinho que marcou uma mudança na trajetória da banda e introduziu uma maneira de relacionar letra e melodia próxima à adotada pela bossa nova. “Tido por nove entre dez entendidos em música como um divisor de águas no rock nacional, dosando influências de samba, carnaval de aula de sociologia e rock, O Bloco do Eu Sozinho arrebatou tudo e todos” (Lima, 2004 on-line)&lt;br /&gt;O álbum foi um sucesso de crítica e, apesar de ser relativamente novo, influenciou a sonoridade de uma série de bandas como Gram e Ludov – prenunciando um possível novo caminho para o rock brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-109970795263433214?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109970795263433214'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109970795263433214'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109970795263433214' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-109965513735495432</id><published>2004-11-05T03:39:00.000-08:00</published><updated>2004-11-06T04:50:03.586-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A história do rock resumida em 2 momentos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A história do rock é marcada por dois momentos, dois gestos que se repetiram diversas vezes. O primeiro desses gestos – um gesto de exploração, de mistura – ocorreu no final da década de sessenta, quando o rock´n roll provou ser mais que uma gênero adolescente. Depois da estabilização de sua sonoridade no início dos anos 50 e sua posterior decadência no final desta década, o rock´n roll acompanhou, de certa forma guiou, a mudança da juventude no final dos anos 60. Podemos eleger o álbum Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band como principal símbolo desse movimento, apesar de que mudança acontecia ao mesmo em diversas bandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;img src="http://www.dinosaurdays.co.za/top/beatles.jpg" /&gt;&lt;/p&gt; O comportamento proposto pelo Sargent Peppers... era de exploração da sonoridade do rock´n roll e de alargamento das fronteiras de um gênero musical que descendia dos três acordes imutáveis do blues. Esse gesto foi posto em prática exaustivamente e radicalizado durante o final da década de 60. O Rock Progressivo da década de 70 foi não mais que uma exacerbação desse movimento começado pelos Beatles. Na esperança de ser reconhecida como uma forma de arte superior, essas bandas cometeram os mais descabidos desatinos – desde faixas com mais de dez minutos até a criação de formatos pseudo-eruditos como a ópera rock (apesar de Tommy ser um bom disco).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i.cnn.net/cnn/2002/SHOWBIZ/Music/06/06/deedee.ramone/ramones.cover.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, abriu-se espaço para o segundo gesto que marcaria a história do rock: um gesto de triagem, de procura do menor denominador comum. Do meio para o final da década de 70 algumas bandas como New York Dolls e Ramones tentaram mostrar – apesar de eu achar que eles tinham um QI muito baixo para ter alguma noção do que eles queriam mostrar – que o rock tinha outras qualidades além das infindáveis melodias e mudanças harmônicas propostas pelo rock progressivo. No primeiro álbum dos Ramones, a valorização do pulso, do ritmo e da dança foi guiada pela escolha da menor quantidade de acordes, a menor mudança de ritmo, a ausência de solos. O punk rock funcionou como uma lembrança do que o rock´n roll é em sua origem – uma música para dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, essas duas tendências se repetiram durante as décadas subseqüentes. A exacerbação do metal farofa dos anos 80 foi “curada” pelas guitarras secas do grunge. Os gritinhos frenéticos de outrora são substituídos pelos vocais monotônicos de bandinhas como Strokes.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-109965513735495432?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109965513735495432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/109965513735495432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109965513735495432' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108887876920705793</id><published>2004-07-03T11:09:00.000-07:00</published><updated>2004-11-06T04:50:48.566-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Guitarra &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;(do grego kithára, pelo árabe ocidental kittárâ ou qitárá). S.f.1- Designação comum a diversos instrumentos de cordas dedilháveis, feitos de madeira, dotados de braço longo, e com a caixa de ressonância de fundo chato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img height="258" src="http://www.simplifiedsigns.org/guitar.jpg" width="225" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeando pelos sites de Rock na Internet, uma coisa me chama a atenção: quantidade de togotipos, nomes e designs baseados em guitarras. O mesmo fato pode ser notado em uma grande quantidade de lugares –revistas especializadas, capas de disco, camisetas... Porém existe um motivo, além da clara falta de criatividade, para essa superexposição das guitarras. Nos mais de 50 anos de história do Rock, a guitarra deixou de ser apenas um instrumento para se tornar algo como um símbolo do próprio Rock – há quem diga até que é possível definir se uma banda é de Rock pela presença ou não da guitarra. Mas esse papel honroso nem sempre é tão vantajoso. A estereotipação da guitarra levou a situações como quando no Brasil do final dos anos 60 os músicos tradicionalistas da MPB queriam afastar a presença nefasta do Rock fazendo uma passeata contra a guitarra elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a figura da guitarra hoje é amplamente associada ao Rock é um fato, mas os primeiros artistas a utilizar o violão e a guitarra elétrica como instrumento principal foram os músicos de Jazz. Na década de 20, o violão já rivalizava em popularidade com os instrumentos de sopro e guitarristas como Django Reinhardt ficaram famosos por seus solos. Com o progressivo aumento na potência sonora dos shows e com o aumento da quantidade de músicos na banda de Jazz, a guitarra elétrica nasceu como uma tentativa de aumentar o volume das guitarras acústicas. No início os grupos de Jazz eram pequenos, mas com o surgimento das Big Bands, que como o nome já diz eram bandas formadas por dezenas de músicos, seria impossível de se ouvir a guitarra em meio a pianos, metais, percussões, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um primeiro momento, a guitarra não teve um papel de destaque na banda de Rock. Talvez por influência do Boggie Woogie, o piano ocupou o papel de protagonista em muitos dos primeiros grupos. Bo Diddley, Jerry Lee Lewis, Little Richards e Fats Domino . Com o tempo o piano passou a ocupar lugares mais escondidos no palco, até sumir da formação básica da banda de Rock -– talvez por sua dificuldade de locomoção. Um outro grupo de “pioneiros do Rock” utilizavam a guitarra acústica e, mesmo depois da popularização da guitarra elétrica, não chegaram a utilizá-la – Elvis Presley é o maior exemplo. Dos primeiros roqueiros, somente Chuck Berry ficou famoso por seu manejo da guitarra. Algum tempo depois The Crickets, a banda de Buddy Holly, criou a formação básica de grupos de Rock com duas guitarras (solo e ritmo), bateria e baixo elétrico. Ele foi um dos primeiros roqueiros a utilizar a guitarra elétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em bandas como The Beatles, Rolling Stones, The Who e The Kinks já é possível notar um aumento da importância da guitarra, mas até aí ela não se destacava tão fortemente dos outros instrumentos. Porém esse quadro mudou bruscamente no final dos anos 60. Se até aí a guitarra figurava apenas como uma integrante da banda, o revival do Blues e o aparecimento de guitarristas como Eric Clapton e Jimmy Hendrix fizeram da guitarra o que ela é hoje, o maior símbolo do Rock. O Blues rural americano já tinha sido urbanizado e eletrificado há algum tempo, por músicos como Howlin Wolf e Muddy Waters, e o papel central que a guitarra desempenhava nesse estilo, tal como a ênfase dos solos, influenciaram a presença cada vez maior da guitarra no Rock. A partir daí, para o bem ou para o mal, esse papel foi intensificado principalmente pelo Heavy Metal.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108887876920705793?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108887876920705793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108887876920705793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#108887876920705793' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108628189802677100</id><published>2004-06-03T09:57:00.000-07:00</published><updated>2004-11-06T04:55:52.753-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Rock e a Guerra&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://faculty.buffalostate.edu/fishlm/folksongs/Graphics/Jolly.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assistir Apocalipse Now e ouvir os acordes de &lt;em&gt;End of World &lt;/em&gt;do The Doors logo na abertura me fez pensar sobre a relação entre a guerra do vietnã e o rock´n roll. O primeiro ponto a ser tratado é a "coincidência" histórica. A guerra do Vietinã durou de 1967 a 1975 - o periodo que o rock deixou de lado sua igenuidade adolescente para tentar algo mais pretencioso. Porém, a relação entre os dois acontecimentos é bem mais profunda.&lt;br /&gt;Apesar do fato de alguns artistas famosos, como James Brown, serem a favor da eleição de Nixon (um tipo de Bush da época) e de outras tantas bandas se mantiam neutras no conflito – como o Led Zeppelin que preferia as viagens pelas terras de Thor a criticar o Vietnam e os Beatles que sempre mantiveram uma posição bastante velada em relação ao assunto. O final dos anos 60 e o começo dos anos 70 abrigou uma verdadeira legião de artistas engajados e que fizeram questão de fazer do protesto contra a Guerra do Vietnã sua plataforma política e poética.&lt;br /&gt;Uma das principais bandas que protestaram contra a guerra foi &lt;em&gt;Country Joe and the Fish&lt;/em&gt;. Em 1969, no auge do movimento anti-guerra, eles apresentavam no festival de Woodstock &lt;em&gt;I-feel-like-I’m-fixin’-to die rag&lt;/em&gt;, um hino à imbecilidade militar. Até mesmo no Brasil algumas bandas trataram do assunto. A versão dos Incríveis para a canção &lt;em&gt;C’era um ragazzo che come me amava i Beatles e i Rolling Stones&lt;/em&gt; tratava de um país, que apesar de não está em guerra contra o vietnã, vivia um momento de ditadura militar.&lt;br /&gt;A grande questão é essa relação estreita entre os grandes momentos da história do rock e os momentos críticos da história mundial. Minha pergunta é: será que com Bush no poder denovo e com a crescente ameaça de guerra, teremos a sorte de viver outro momento&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108628189802677100?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108628189802677100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108628189802677100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_06_01_archive.html#108628189802677100' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108557261895489412</id><published>2004-05-26T04:56:00.000-07:00</published><updated>2004-05-26T10:28:47.266-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Glam Rock&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.omelete.com.br/imagens/musica/artigos/bowie/haddon_hall_bymickrock.jpg&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um gênero musical,  o Glam Rock, também chamado de Glitter Rock, tem a ver com estilo. Um estilo nada discreto que apareceu  na Inglaterra do início dos anos 70 e se popularizou principalmente a partir da explosão do alter-ego de David Bowie, Ziggy Stardust. Não sendo um gênero musical fechado e bem formalizado, as mais diferentes bandas foram classificadas de Glam. Desde o pré Hard-Rock de Garry Glitter e Kiss até punk de butique (esse sim o verdadeiro) do New York Dolls, passando pelo  tecno-pop do Roxy Music. Pode se dizer até que o Queen tem um pezinho, ou quem sabe um bigodinho, no Glam.&lt;br /&gt;A performance de palco, um elemento muito importante para as bandas de Rock em geral, foi potencializada pelo Glam Rock. Até o início dos anos 70, os concertos das bandas de Rock não tinham nada de grandiosos. No início dos anos 60 Bandas como Beatles, Rolling Stones e The Who tocavam em clubes, casas de show ou faziam turnê com uma dezena de outras bandas. Na América hippie, eram comuns grandes concertos e festivais com diversas bandas se apresentando. Mesmo nos grandes shows do início dos anos 70 de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e Rolling Stones, pouca atenção era dada aos elementos cênicos. Em meio aos cabelos coloridos, trajes espalhafatosos, pirotecnia, iluminações das mais diversas, fogo, fumaça, androginia e muita maquiagem, as bandas Glam levaram às últimas conseqüências a palavra show. &lt;br /&gt;Nascido na Inglaterra do início dos anos 70, a Glam Rock pode ser entendido como uma reação à seriedade do Rock Progressivo e da contracultura, mas também como a extensão desses movimentos. O estilo das bandas de Glam pode ser definido como uma combinação da “elegância” ultra colorida dos hippies com a dureza do mods. Da mesma forma, a sonoridade do Glam Rock varia entre a frivolidade flower power – algumas canções de David Bowie, Gary Glitter e Kiss –  ao som seco que influenciaria o punk rock – outras canções de David Bowie e principalmente o New York Dolls.&lt;br /&gt;Porém, apesar do Glam Rock ter nascido como resposta aos chatíssimos e longos solos de guitarra do Rock Progressivo, por ironia do destino, a junção dos principais elementos do Glam com alguns elementos do Rock Progressivo – como os chatíssimos e longos solos de guitarra – fizeram nascer toda a geração do Hard Rock – ou Metal Farofa. Em toda parte, de Kansas a Chicago, da Asia à Europe grandalhões peludos passaram a se vestir em trajes coloridos para envenenar (Poison) nossa visão e audição. É claro que até mesmo nesse terreno infértil surgiram boas bandas como o Twisted Sister e seu visual Vovó Mafalda que, a exemplo das bandas de Glam dos anos 70 e ao contrário da maioria dos grandalhões peludos, perceberam que isso tudo não passava de uma grande brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;img src= http://www.aftonbladet.se/noje/0308/20/NOJE-20s24-deesnider-36.jpg&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108557261895489412?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108557261895489412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108557261895489412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108557261895489412' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108557257819952254</id><published>2004-05-26T04:52:00.000-07:00</published><updated>2004-05-26T04:56:18.200-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Glam Rock no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.mis.ne.jp/~ryu-s/brasil/secos&amp;molhados2.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importando, traduzindo e misturando o Glam Rock com o folclore e a literatura nacional, os Secos e Molhados foram um dos grupos mais festejados na história do Rock nacional. As performances de Ney Matogrosso com trajes de índio, rebolados ao estilo Carmem Miranda e vocais agudos renderam à banda sucesso de crítica e público. Seu primeiro e clássico disco bateu Roberto Carlos em vendagens, com mais de um milhão de cópias vendidas, e arrastou multidões enlouquecidas aos shows pelo país. Um desses shows, assistido por mais de 25 mil pessoas no Maracanãnzinho,  foi transmitido via televisão para todo o país – um fato marcante para a mídia brasileira já que essa foi a primeira vez que isso acontecia.&lt;br /&gt;Enquanto os Mutantes, ou o que restava deles, se entregavam cada vez mais ao LSD e ao Rock Progressivo se tornando cada vez mais antiquados e esquecidos, Rita Lee parecia estar mais atenta às novas tendências do Rock. Em seu grupo Tutti Frutti usava e abusava do visual baseado em cabelinhos escorridos, botas de cano alto e bocas rebocadas de batom. Outro grupo que entrou na moda foi o Casa das Máquinas. Apesar de depois ter tocado Rock Progressivo, seu primeiro disco tinha o som e visual do Glam Rock. O Made In Brazil, que em um primeiro momento teve muita influência do Blues e Rock´n Roll tradicional, também andou por aí se pintando, especialmente no disco ‘Jack, o estripador’, lançado em 1976. Mais tarde a banda se voltou para o Hard Rock, mas seu vocalista e fundador, Cornelius Lúcifer, levou adiante o namoro com o glam em seu único disco solo.&lt;br /&gt;O maior, e menos conhecidos, representante do Glam no Brasil são Eddy Star, ex-parceiro de Raul Seixas e Sérgio Sampaio e Serguei. Eddy Star se apresentava com um visual escrachado e um repertório variado, que incluía Haroldo Barbosa, música inédita de Roberto Carlos (‘Claustrofobia’) e Lupicínio Rodrigues, ele surgiu e desapareceu tão rapidamente quanto o glam rock no país. Seu único disco, lançado em 1975, continua inédito em cd. Já Serguei continua tocando, talvez tocando seja um exagero, até hoje e teve como ponto alto de sua carreira um apresentação no Rock´n Rio II. &lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.baratosafins.com.br/images/serguei2.jpg" width="187" height="233"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108557257819952254?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108557257819952254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108557257819952254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108557257819952254' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108344147266866650</id><published>2004-05-01T12:39:00.000-07:00</published><updated>2004-05-02T09:05:15.186-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Religião II&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entre a cruz e o pentagrama&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/jesus.gif" &gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem ou para o mal, literalmente, muito da mitologia do rock´n roll tem a ver com figuras religiosas. Desde os músicos de  soul, que cantam a palavra lord a cada cinco segundos, até os góticos, que costumam se reunir em cemitérios para ouvir música, a religião tem muito a ver com a história do rock. Muitos nomes de bandas são baseados na religião - Jesus and Mary Chains, The Gratefull Deads, Black Sabbath, Judas Priest, Bad Religion, entre outros - outros tantos nomes de música também o são - 666 the Number of the Beast, Stairway to Heaven, Born to Raise Hell... A música, e em especial o rock, sempre serviu a religião, seja para se contrapor a ela ou para propagar sua fé - seja ela qual for.&lt;br /&gt;De fato, muitos dos elementos formais do rock´n roll vêm da fé cristã, principalmente da igreja protestante negra - como o vocal gritado beirando o êxtase, o solista acompanhado por um coro, o pipe organ. Muito dos cantores negros famosos têm suas raízes a Igreja - Aretha Franklin was a son of a preacher man, BB King costumava levar seus 15 filhos todos os domingos para a missa (isso antes deles serem todos presos). Porém, além do culto religioso ter servido como base para muita coisa no rock, o impacto da música está sendo absorvido em muitas igrejas cristãs que adotaram formas purificadas de música rock para seus cultos de adoração e em seus esforços evangelísticos, criando gêneros um tanto quanto bizarros como o White Metal.&lt;br /&gt;Se por uma lado a ligação do rock com Deus é antiga, não é por menos tempo que o Diabo se balança ao som do rock´n roll. Desde os tempos do blues do delta do Mississipi muitas histórias envolvem bluesmen e o Diabo. A mais famosa delas é a de Robert Johnson – que teria vendido sua alma em uma encruzilhada para  ser o melhor guitarrista do mundo. Se essa história é verdadeira ou não ninguém sabe – mas fato é que, a muito tempo, o Diabo faz parte da mitologia do rock. O próprio Robert Johnson contribuiu para isso com suas músicas Me and the Devil e Crossroads, onde ele canta, entre outros versos: “Me and the Devil was walking side by side” e “Early this mornin when you knocked upon my door / and I said, hello satan, I believe it's time to go”. Algum tempo depois essa ligação com o Diabo é herdada pelos bluesmen brancos da Inglaterra – que na verdade imitavam tudo que os negro do sul faziam, só não se pintavam de preto. Os Rolling Stones, em Sympathy for the Devil, e o Cream, fazendo cover de Crossroads, mantiveram o diabo em pauta na música popular. &lt;br /&gt;	Porém, se no blues essa ligação com o Diabo era tomada com certa ironia, malandragem, algum tempo depois ela tomou contornos mais sérios – muitas vezes beirando a babaquice.  A banda Black Sabbath, cujo nome é referência ao sábado sagrado judaico, utilizou-se da religião como tema para muitas de suas músicas. Suas letras tinham conteúdos ora pró-Deus ora pró-Diabo, e foi exatamente essa indecisão um dos fatores para separar a banda. O Black Sabbath, com seus riff pesados e temáticas sombrias, criaram todo um ramo do rock chamado Metal. &lt;br /&gt;No metal o Diabo é levado a sério, na verdade tudo no metal é levado a sério, o que gerou boas bandas, muitas ruins e uma confusão dos Diabos. Desde análises paranóicas em busca de significados secretos nas letras de bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath, suspeita de mensagens subliminares ao se ouvir o disco ao contrário e toda baboseira do gênero. Na década de 70 isso ia se tornar mais sério quando um grupo de senhoras católicas que não tinham o que fazer decidiram acabar com essa música do demônio. Elas proibiam shows, censuravam discos e pesquisavam sobre as referencias satânicas das bandas – uma delas até descobriu que Kiss na verdade significava Kero Idolatrar e Servir Satã. Só não consigo imaginar todas essas senhoras reunidas em casa, tomando chá, comendo sequilhos e ouvindo discos de Metal para descobrir neles os versos satânicos. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108344147266866650?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108344147266866650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108344147266866650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108344147266866650' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108238369123124389</id><published>2004-04-19T07:08:00.000-07:00</published><updated>2004-11-05T03:53:35.893-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gênero&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.georgwa.demon.co.uk/supremes.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte da produção de sentido da  música popular é feita à partir de sua cassificação em gêneros. Assim, quando examinamos o modo como os elementos musicais produzem sentido (o som, a voz, as letras, o ritmo), nós não podemos deixar de relacioná-los com os códigos do gênero ao qual ele pertence. Parte da comunicação dos sentidos e valores expressos pela música popular massiva estão inscritas na codificação de gênero, ou seja, os gêneros musicais, determinam, em parte, diferentes tipos de julgamentos estéticos, competências diferenciadas para que se construam determinados quadros de valor em relação a certas expressões musicais. Simon Frith delimita a influência do gênero na música popular basicamente em três áreas: na organização do processo de venda, na organização do processo de produção e na organização do processo de audição (incluindo aí a crítica musical).&lt;br /&gt;A divisão em gêneros integra as especificidade da música com as do mercado fotográfico. Ao se vincular um músico ou uma banda a um determinado gênero, uma gravadora está querendo atingir um nicho específico de mercado. De certo modo, toda a codificação do CD - seja sonora ou visual - aponta para a existencia de um ouvinte esperado, o que se aproxima bastante do conceito de leitor modelo de Umberto Eco. O leitor modelo não deve ser confundido com o leitor empírico ou concreto. Trata-se de uma construção realizada pelo próprio autor do texto que funciona como uma condição indispensável da comunicação. O leitor modelo é criação de um autor-modelo, pois esse último, ao gerar um texto, move-se como um jogador de xadrez que prevê os lances do outro jogador. O autor, afirma Eco, movimenta-se gerativamente, concebendo um leitor que, por sua vez, se movimentará interpretativamente : “prever o próprio leitor- modelo não significa somente ‘esperar’ que ele exista, mas significa também mover o texto de modo a construí-lo”. Estamos, portanto, diante de um jogo com uma estrutura circular: o texto postula um leitor-modelo que, por sua vez, dá forma imaginária a um autor- modelo.&lt;br /&gt;A divisão em gêneros está presente não só nos modos que a indústria fonográfica utiliza para direcionar seus produtos para o consumidores potenciais, como parte dos julgamentos de valor, os gêneros nascem em um campo de forças entre fãs, músicos, críticos, produtores e profissionais da comunicação (Rádio, TV, jornais...). Seguindo Frith, podemos afirmar que o gênero musical “ (…)é uma conversa silenciosa que acontece entre o consumidor, que sabe asperamente o que quer, e o vendedor, que trabalha copiosamente, para imaginar o padrão dinâmico dessas demandas”. Esses pressupostos implicam o reconhecimento de que os gêneros da música popular não podem ser descritos e compreendidos apenas por seus componentes econômicos. As próprias estratégias de divulgação e distribuição apontam para outro polo importante nessa disputa: o consumidor.&lt;br /&gt;Uma parte importante da circulação e do consumo dos bens culturais midiáticos está ligada às classificações efetuadas pelas críticas, como também ao próprio modo como essas classificações permitem ao consumidor organizar e reconhecer suas valorações dos produtos culturais. O gênero musical não só delimita quem são seus consumidores, mas também o modo como se deve ouvir essa música. O gênero também funciona como um importante mediador do consumo musical é a crítica.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108238369123124389?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108238369123124389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108238369123124389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108238369123124389' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108237976983615077</id><published>2004-04-19T06:02:00.000-07:00</published><updated>2004-04-19T09:55:42.390-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Mp3 não diminui as vendas de CDs &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://overtherhine.com/music/mp3attic/mp3.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Indústria musical frequentemente acusa a troca de arquivos de Mp3 como responsável pela atual diminuição das vendas nas lojas de CD. Nos últimos anos, as grandes gravadoras desenvolveram uma campanha contra o Napter, e todos seus filhos. Porém, uma pesquisa realizada nos Estados Unidos concluiu que: "No máximo, a troca de arquivos só pode explicar uma pequena fração do declínio das vendas na indústria musical". Felix Oberholzer-Gee da Universidade de Harvard e Koleman Strumpf da Universidade da Carolina do Norte rastrearam milhões de downloads de música na interner atrevés do OpenNap file-trading network e os compararam com as vendas de CD que contém as mesmas músicas para, a partir daí, medir a influência das Mp3 no mercado fonográfico. &lt;br /&gt;Oberholzer-Gee e Strumpf monitoraram mais de 680 álbuns de diversos gêneros musicais baixados no segundo semestre de 2002. Eles utilizaram um programa que monitoravam automaticamente os downloads e comparavam esse arquivo com as mudanças nas vendas dos mesmos álbuns, procurando estabelecer alguma ligação entre os dois. As canções mais copiadas não apresentaram qualquer diminuição de vendas. Na verdade, os álbuns que venderam mais de  600,000 cópias durante esse período aparentaram vender mais,  quanto mais forem copiados na Internet. Para Oberholzer-Gee e Strumpf, "do ponto de vista estatístico, isso significa que não há efeito entre os downloads e a diminuição de vendas".&lt;br /&gt;A Recording Industry Association of America (RIAA), que representa as maiores companhias da indústria fonográficas, aponta para outros estudos que sugerem que existe sim relação entre o declínio das vendas de Cds e o crescimento da troca ilegal de arquivos. "Dezenas de pesquisas confiáveis têm demonstrado que a troca de arquivos ilegais tem impacto direto na venda de CDs," afirma Amy Weiss, representante da associação. As pesquisas têm indicado que aqueles que copiam mais arquivos “ilegalmente” são aqueles que menos compram música por “meios legais”. A RIAA tem concentrado seus esforços na diminuição da troca de arquivos de música online. A tática mais dramática da associação tem sido rastrear centenas de usuários de Mp3 para processá-los por desrespeitar a lei do copyright. &lt;br /&gt;Oponentes dessas táticas, como alguns grupos de consumidores, músicos e estudiosos de música, acusam a indústria fonográfica de subestimar a importância da troca de arquivos como uma  nova potencial de distribuição. Em sua pesquisa, Oberholzer-Gee e Strumpf sugerem que a queda de vendas nas lojas de CDs se deve à atual situação econômica dos EUA e ao aumento dos preços dos CDs.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108237976983615077?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108237976983615077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108237976983615077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108237976983615077' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108130145981853121</id><published>2004-04-06T18:30:00.000-07:00</published><updated>2004-04-19T07:12:41.653-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;BB King: O grande garoto rei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/show2.jpg" width="350" height="220"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vocês sabem porque eu estou sentado? Porque estou velho, meus joelhos doem, minhas costas também”. Mas nada disso pareceu tirar o vigor da performance de BB King, maior expoente do blues hoje. Simples e ao mesmo tempo imponente, é assim que ele se chama: Blues Boy King. &lt;br /&gt;Como legítimo bluesman, BB King trabalhou quando jovem nas plantações de algodão do vale do Mississipi. Nos stormy sundays ia à igreja, encantando-se com a força dos spirituals. A vida no berço do blues causou grande impacto na sua produção artística. Foi uma vida comum até cair em suas mãos uma guitarra. Não a Lucille ainda, pois não havia ocorrido o incidente que gerou o gracioso nome. Ela foi introduzida ao rei pelo seu primo, que era então um músico razoavelmente reconhecido. Mal sabia ele que depois de um tempo teria a honra de ser ensinado uma das figuras mais importantes para o blues. &lt;br /&gt;O curso intensivo de 10 meses foi suficiente para que Riley B. King, já chamado de garoto do blues, saísse em 1948 de Indianola até Memphis, cidade que respirava música. Não demorou muito até conseguir fazer suas primeiras gravações e ver nas paradas de sucesso muitas de suas composições. Desde então ele não larga o trono que ocupou. &lt;br /&gt;Ele influenciou fortemente o rock´n roll e o rock contemporâneo, e sabe como ninguém reconhecer os novos talentos da guitarra e do blues. Foi ele quem “apadrinhou” o talentoso novato Kayne Wayne Shepperd, e gravou um álbum – lançado em 2001 – com outro grande bluesman de uma geração mais nova, Eric Clapton. &lt;br /&gt;Aos 79 anos, BB King reclama que não é mais o mesmo, mas certamente pouco mudou o modo como toca e canta. Ele brinda a ocasião “especial” do show no Brasil com uma cerveja bem gelada, tomando toda de uma vez. Todos os gestos, todas as falas, todas as notas são tão especiais ao ponto de não restar dúvidas de que se há hoje um rei do blues, seu nome é Blues Boy King. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/show6.jpg" width="350" height="220"&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108130145981853121?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108130145981853121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108130145981853121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108130145981853121' title=''/><author><name>Livia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09555696796772957345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108130029813049494</id><published>2004-04-06T18:02:00.001-07:00</published><updated>2004-04-06T18:34:19.466-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Performance&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.host.metallus.it/gom/gods/storia/foto/manowar.doc_cvt02.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma diferença notável entre um concerto de música erudita e um show de Rock pode ser notada ao se observar o comportamento, tanto dos músicos quanto da platéia. Se na música erudita a performance está maquiada e escondida sob camadas de formalidade e de anulação no corpo, não se pode nem mesmo pensar Rock sem performance. Muitos dos grandes mitos da música pop são, na verdade, mais conhecidos por seus feitos dentro e fora do palco que por suas realizações musicais propriamente ditas. Histórias como a o show em que Ozzy Osbourn comeu um morcego vivo ou quando os músicos do Red Hot Chilli Peppers tocaram vestidos apenas com uma meia nas partes baixas configuram toda uma mitologia moderna do rock. A performance aparece como um modo de se comportar no palco, mas também como um modo de viver (lifestyle). &lt;br /&gt;A apresentação em um show de rock não se resume à execução de uma obra, são misturados na performance elementos de teatro, dança e retórica. Não se pode também restringir o papel da platéia à mera apreciação, a capacidade do ouvinte de entender e partilhar os significados da música e sua disposição em participar do evento são imprescindíveis para um show de Rock. Na verdade, o próprio ato de ouvir, e reagir à música, é performático. A performance funciona como um jogo em que participam tanto a banda como a platéia, não é a toa que tocar e jogar tocar sejam sinônimos em diversas línguas (spielen no alemão, play no inglês e jouer no francês). &lt;br /&gt;A relação entre composição e performance também apresenta algumas diferenças no rock. Na música européia os papéis estão bem divididos com uma importância muito maior para a primeira no blues, ao contrário, a composição é deslocada para um plano longínquo (só pensar quantos Hootchie Coochie Man diferentes existem). O rock se encontra em um meio termo entre a música de concerto e o blues, a questão da originalidade é da fidelidade à composição é valorizada em subgêneros como o Heavy Metal, mas parecem estar deslocadas no Punk. Se questão da fidelidade à composição não é mais central, a performance/interpretação convincente ganha um espaço significativo, o que possibilita o aparecimento de versões inusitadas, que apesar disso são consideradas boas, como Joey Ramone tocando What a wonderfull world de Louis Armstrong.&lt;br /&gt;Como um fenômeno da cultura de massa, a maior parte da experiência do rock só pode vivida através de meio de comunicação de massa. Para os mais nostálgicos, a enxurrada CDs, videoclipes, revistas, camisetas demonstram a decadência do Rock que não possui mais a característica ritualística demonstrada em Woodstock por exemplo. Entretanto, o rock nunca se bastou nas apresentações ao vivo, e muito menos na música. Se a presença física do executante é abolida, desaparece a performance? Se entendermos que a performance unifica diversas dimensões artísticas, apenas a presença física da banda é suprimida, mantendo outras características - como a voz e a corporificação da banda. Na audição o ouvinte corporifica a música que ouve em um tipo de "performance imaginária" - o que nos leva a pensar em homens "másculos" e malhados ao ouvir Heavy Metal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108130029813049494?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108130029813049494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108130029813049494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108130029813049494' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108129683449028393</id><published>2004-04-06T17:13:00.000-07:00</published><updated>2004-04-06T17:18:17.780-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Semelhanças: Blues e samba&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/peteleco/imagens/samba.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio nada parecidos, o Blues e o samba, se olhados mais de perto mostram que têm lá suas similaridades. Em primeiro lugar, tanto um quanto o outro vieram de uma raiz musical africana, sendo estilos de música originalmente negra, que sofreram influências européias diversas, principalmente na incorporação de instrumentos e regras musicais temperadas. Expliquemos melhor: No sul dos Estados Unidos, o blues é uma música que tem origem nas work songs, canções (quase gritos) entoadas pelos escravos vindos da África durante seu trabalho nas plantações. É também com os africanos que o Lundu chega ao nosso país. Trata-se de um gênero musical acompanhado de uma dança sensual, que deu origem ao samba e todas as suas variações. Estas manifestações sempre foram uma forma de amenizar e racionalizar aquela forma de vida caracterizada pelo trabalho escravo. A figura do malandro no samba é também muito parecida com a do bluesman: terno e gravata, chapéu-palheta, cabelo com gumex, sapato bicolor brilhante, sorriso faceiro, dosagem alcoólica nem sempre bem controlada, fieldade à boemia, mas nem sempre à monogamia e, por fim, comportamento, gírias e música, que, mesmo com suas particularidades, falam sobre coisas muito parecidas. &lt;br /&gt;As similaridades não param por aí. Os dois gêneros, nos seus respectivos países de origem, foram precursores de tantos outros conhecidos atualmente. Do blues veio o rhythm´n blues, que precedeu o rock´n roll. Por sua vez, o samba está como influência para diversos gêneros musicais na música popular brasileira, tais como a Bossa Nova e o choro. Só resta saber se nos Estados Unidos, assim como no Brasil, tudo termina em blues...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida Boêmia &lt;br /&gt;" My feet is so sore / can't hardly wear my shoes / out last night, wild women / and it give me the big night blues" (Big night blues)&lt;br /&gt;"No dia em que apareci no mundo / juntou uma porção de vagabundo da orgia / De noite teve samba e batucada / que acabou de madrugada..." (Na batucada da vida, Ary Barroso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres&lt;br /&gt;"Now we played on the sofá / now we played beside the wall / my neddles have got rusty, baby / they will not play at all" &lt;br /&gt;(Gramophone blues, Robert Johnson o gramofone como metáfora)&lt;br /&gt;É cocada boa, ou não é / É cocada boa / Tem preto que come da branca / Tem branco que come da preta / Tem gosto pra todo freguês / Só não vale misturar / Vai numa de cada vez / não misture o paladar / que overdose de cocada até pode te matar&lt;br /&gt;(Overdose de cocada, Bezerra da Silva a cocada como metáfora)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tristeza&lt;br /&gt;"When the train / rolled up to the station / I looked her in the eye / Well I was lonesome I felt so lonesome / and I could not help but cry / all my love in vain..." &lt;br /&gt;(Love in vain, Robert Johnson)&lt;br /&gt;"A luz negra de um destino cruel / Ilumina o teatro sem cor / onde estou desempenhando / o papel de palhaço do amor" (Luz Negra, Nelson Cavaquinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108129683449028393?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108129683449028393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108129683449028393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108129683449028393' title=''/><author><name>Livia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09555696796772957345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108129655980633228</id><published>2004-04-06T17:09:00.000-07:00</published><updated>2004-04-06T17:13:05.903-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Blues Branco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/peteleco/imagens/blues.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no mínimo curioso que o blues, nascido originalmente de canções feitas por escravos das plantações de algodão do sul dos Estados Unidos, tenha hoje uma geração de adeptos que em boa parte não nasceram à beira do Rio Mississipi, não são negros e não tem tanto o que reclamar da vida.&lt;br /&gt;Como já disse, o blues nasceu com os escravos norte-americanos vindos da África, que através das work-songs (canções entoadas durante o trabalho na lavoura), buscavam expressar as angústias de sua condição, ou apenas chorar as mágoas de um coração partido. Sua condição, aliás, rendia muitos lamentos: trabalhar incessantemente nas plantações de algodão de Scarlet Ohara não é desejável por ninguém. &lt;br /&gt;De uma tradição oral passada por entre os campos, o blues migrou para as periferias das grandes cidades americanas, tornando-se música também urbana. Depois de descoberto pelas gravadoras ganhou dimensão internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desta projeção, diversas bandas surgiram tendo como ingrediente em suas músicas o blues. Entre elas estão Rolling Stones, Led Zeppelin, Allman Brothers Band, Lynyrd Skynyrd… até Frank Sinatra. O blues, porém, não se resumiu a somente fonte de apropriação musical para bandas cuja proposta é fazer outros gêneros musicais. O caminho também é inverso: ele se apropriou de outros gêneros, até mesmo por ele influenciados, e é bem particular e com vida autônoma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Eric Clapton e Stevie Ray Vaughan, e agora com novos artistas como Kenny Wayne Shepherd e Jonny Lang, que vêm de realidades diferentes das work-songs de antigamente, a cartilha do blues tem sido retomada com passos cuidadosos entre blues e rock (tendendo mais para o primeiro). O que eles fizeram e fazem, é sobretudo dar a nova cara do blues. Seus Cd's dividem as prateleiras com antigos bluesmen (seria melhor blueseiros?), o que mostra como mudou e onde chegou até agora. O perfil do bluesman mudou bastante (o das mulheres também, mas isso fica para outro fanzine). A mudança é inevitável- e bem-vinda!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108129655980633228?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108129655980633228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108129655980633228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108129655980633228' title=''/><author><name>Livia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09555696796772957345</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108117503281162014</id><published>2004-04-05T07:23:00.000-07:00</published><updated>2004-04-05T07:27:36.780-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ritmo: Dos pés à cabeça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rock é uma musica feita para dançar, ele nos toma o corpo e nos faz balançar. Esse tipo de argumento utilizado tanto para desqualificar como para romantizar o Rock. Se um lado há aqueles que o acusem  de "emburrecer" a juventude por não valorizar o caráter racional e contemplativo da música, produzindo assim uma música ligeira, um fast food musical. Do outro lado os "românticos" tentam argumentar sobre a capacidade que o Rock tem de hipnotizar as pessoas e promover a transcendência, um pensamento muito hippie pro meu gosto. É complicado restringir a ação de qualquer tipo de música tanto ao cérebro quanto ao corpo, essa dicotomia herdada de Platão. Que a música erudita e o rock têm modos diferentes de serem fruídas é óbvio, mas isso não desqualifica a experiência estética do ouvinte de rock.  A única coisa que se pode ter certeza é que nele o ritmo tem um papel importante.&lt;br /&gt;Há estudos que destacam o influencia dos padrões de ritmo e andamento na carga emocional da música, partindo daí a associação entre ritmos mais vazios e lentos e tristeza ou melancolia, outros mais agitados e dançantes com alegria e festividade e ainda outros mais marcados com a agressividade. No início de sua história, o Rock se caracterizou como uma música dançante de batida simples, constante e agitada (4/4 com ênfase no primeiro tempo), mas com a sua evolução e  fragmentação em diversos subgêneros, essas estruturas rítmicas se complexificaram e passaram a ter características próprias em cada subgênero. Hoje em dia existem subgêneros que se caracterizam por canções rápidas e alegres (ska, hardcore melódico), rápidas e agressivas (punk inglês, trash metal), lentas e melancólicas (new metal, indie), etc. Outros subgêneros nasceram da apropriação de elementos ritmicos extra-roqueiros, como é o caso do Skacore ou do Manguebeat. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108117503281162014?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117503281162014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117503281162014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108117503281162014' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108117098917064409</id><published>2004-04-05T06:16:00.000-07:00</published><updated>2004-04-05T07:18:21.860-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gritos e Sussurros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://screaming.lucyjordan.com/images/rock.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer amante do rock, ou para qualquer pessoa que more com um amante do rock, é notável que o volume é um aspecto muito importante a ser considerado. Em muitos momentos da história do rock, o volume foi utilizado como um meio de chocar ou para demonstrar como o gênero era diferentes dos outros estilos musicais - mais autentico, agressivo, vibrante. Entretanto Mais que em qualquer outro gênero musical, no rock o volume (ou a variação dele) é utilizado como matéria formal. &lt;br /&gt;O volume é aspecto interessante para uma música que pretenda afetar o corpo. A música muito alta provoca um maior efeito sobre o corpo, não só no sentido de ensurdecer os ouvidos, mas na sensação quase tátil que se tem da música "vibrando na cavidade do peito" (BAUGH, 1994, p.23). Alguns subgêneros do rock utilizam largamente esse recurso, no punk o pulso provocado pelo volume e a agressividade da música faz mais sentido que a harmonia ou a melodia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O estilo punk era barulhento, rápido e agressivo. Persiste o mito que tudo se resumia a três acordes e uma atitude".(SHUKER, 1999, p.09).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra forma de trabalhar o volume no rock é alternância entre sons intensos e mais brandos. Esse recurso é utilizado amplamente pelos cantores de blues e soul - na verdade a variação no volume e nos tons qualificam um certo modo negro de cantar - e passou a ser usado no rock, o fato de Elvis Presley cantar e dançar como um negro causou nos anos 50 uma reação negativa da classe média americana. O uso do microfone aumentou consideravelmente a possibilidade de alternância no timbre e na intensidade da voz. Na época em que os cantores dependiam da acústica do teatro para serem ouvidos pouco se podia variar no volume do canto. Entretanto o microfone possibilitou novas formas de expressividade no canto desde os agudos do Hard Rock aos sussurros do indie. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108117098917064409?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117098917064409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117098917064409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108117098917064409' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108117081119672632</id><published>2004-04-05T06:13:00.000-07:00</published><updated>2004-04-05T07:30:19.670-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Dança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.tgfa.org/modified/covers/images/twist.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na dança que a ligação entre o ritmo e o corpo apresenta-se de maneira mais clara e imediata. O rock nasceu como um música essencialmente de baile onde dança ocupa um lugar de destaque  e mesmo com sua fragmentação em diversos subgêneros, a dança nunca deixou de ocupar seu lugar no universo roqueiro. É certo que a dança não é exclusividade do rock e nem o rock é exclusivamente uma música dançante. &lt;br /&gt;O ato de dançar data, no mínimo, do século XVI e tem um papel muito importante em outros gêneros da música, tanto erudita quanto folclórica, como a valsa e a tarantela. Entretanto, na música erudita o ato de dançar é extremamente formalizado, na música popular e especialmente no Rock há um grau maior de liberdade e expressividade no movimento corporal. Na dança de corte o corpo se vê subordinado ao rigor formal, o melhor exemplo é o balé romântico onde beleza está ligada a aspectos como a precisão, rigidez e complexidade do movimento.&lt;br /&gt;Em contraste, o efeito da música sobre o corpo é de importância primordial para o rock, e toda música derivada dele. Certo que há formas de dança específicas de cada subgênero e, mesmo em estilos que não enfatizem a dança, há sempre o espaço para alguma atividade física de resposta ao estímulo musical - como o pogo do Punk Rock e o headbanging e o moshing do Metal. O Pogo dancing, por exemplo, consiste em uma dança (?) onde todos pulam, chutam e socam o ar e quem estiver na frente. Entretanto o papel participante do ouvinte está bem mais claro no Rock, não se tem grande compromisso com um padrão pré-existente, mas sim com a batida da música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108117081119672632?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117081119672632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108117081119672632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108117081119672632' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108114078438777784</id><published>2004-04-04T21:49:00.000-07:00</published><updated>2004-04-04T21:56:47.373-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bateria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.drummerworld.com/drum/mick%20Avory%20kinks.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação típica da uma banda de Rock já denuncia a importância que a batida tem no rock ‘n roll. Existem bandas sem contrabaixo (White Stripes), sem guitarras (Morphine) ou sem cantor (Man or Astroman?), mas é difícil encontrar uma banda de rock sem baterista. A bateria acompanha o rock desde sua infância, no início dos anos 50, e é foi elemento marcante na diferenciação entre Blues tradicional e o Rhythm 'n' Blues – ancestral direto do Rock. Claro que o Rock não foi pioneiro no uso da bateria, mas foi só na banda de Rock que a bateria passou a ocupar um lugar de destaque. Se na música erudita ou na Motown vemos os percussionistas na última fila da orquestra, tristes, esperando toda uma sinfonia para bater um prato ou rufar um tambor, no Rock muitos bateristas alcançaram uma fama considerável - como é o caso de John Bonham do Led Zeppelin, de Lars Ulrich do Metallica ou de João Barone do Paralamas do Sucesso.&lt;br /&gt;Alguns subgêneros do Rock como o Punk e o Trash Metal se caracterizam exatamente pela valorização do pulso, com uma batida primária, instintiva e agressiva, em detrimento da melodia e harmonia. Em outros subgêneros mais voltados para a dança, como o rockabilly e o new wave, o ritmo é constante e bem marcado. Parece consenso que o Rock é um tipo de música que toma o corpo como interlocutor, e se ele realmente o faz é pelo ritmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108114078438777784?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108114078438777784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108114078438777784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108114078438777784' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-108114036552476677</id><published>2004-04-04T21:25:00.000-07:00</published><updated>2004-04-04T21:52:45.873-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Banda &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src = "http://www.cnn.com/interactive/entertainment/0210/gallery.ed.sullivan/gallery.beatles.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos aspectos mais importante que diferencia universo do Rock de outros estilos musicais é a predominância de bandas ao invés de carreiras solo. Até a década de 50, quando as primeiras bandas de Rock surgiram, a música popular era, predominantemente, composta de artistas solos. Enquanto divas e tenores vindo da música clássica alegravam as famílias "cultas", a música popular era dominada por crooners, cantores acompanhados por bandas e bluesmen. No Brasil, vivíamos uma situação parecida, no samba-canção e na bolsa nova se notava claramente a centralização no cantor compositor. Mesmo no início da história do rock as bandas, também, não tiveram destaque, talvez por influência direta do Blues, existia uma valorização maior dos “showmen” - vocalistas que, na maioria das vezes, também tocavam o instrumento de maior destaque na banda. Esses showmen ocupavam a função de artistas autônomos que tinham na banda apenas um acompanhamento (Jerry Lee Lewis, Elvis Presley e Chuck Berry).  &lt;br /&gt;Somente na década de sessenta com acrescente consolidação e amadurecimento do Rock surgiram as primeiras bandas de rock como nós as conhecemos hoje. Ao mesmo tempo em que bandas como The Beatles, Rolling Stones e The Who consolidavam o formato banda, apontavam a possibilidade de uma marca autoral no Rock n'Roll. Enquanto as orquestras as Big Bands ou as bandas da Motown eram encaradas como meros acompanhamentos para a voz do cantor, a banda de Rock passariam a buscar uma expressividade e uma marca "autoral", mesmo que em conjunto. Se poderia ser difícil diferenciar uma gravação do instrumental de Jerry Lee Lewis e Chuck Berry ou Little Richards, a diferença entre uma gravação dos Beatles e de Bob Dylan é facilmente notável.  &lt;br /&gt;As bandas de Rock geralmente são formadas de 3 a 5 componentes com a presença de um baixista, uma ou dois guitarras (um pianista no início da história do Rock), um baterista e um vocalista. É claro que isso pode mudar dependendo do gênero, ou subgênero, ao qual a banda se filia, mas o núcleo central da banda de rock dificilmente é mudado. A medida em que o Rock foi diluído na cultura de massa, o formato banda também foi exportado para outros gêneros da musica popular - como o Reagge e o Soul – ao mesmo tempo em que o cantor solo se tornava comum em versões diluídas do Rock, o que é vendido na prateleira de música Pop hoje em dia. Com o delay característico, nas outras partes do mundo o formato banda demorou um pouco mais para ser dominante, enquanto os Beatles já começavam a sonhar, artistas como Rita Pavone na Itália e Cely Campelo no Brasil ainda faziam sucesso com versões açucaradas de sucessos americanos da década de 50.&lt;br /&gt;A música popular brasileira se apoia na figura de cantores/compositores como Tom Jobim, Jorge Ben Jor, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Apesar do aparecimento irregular de algumas bandas de sucesso durante as décadas de 60 e 70 como Os Incríveis, Mutantes, Secos e Molhados e Novos Baianos, na verdade as bandas só foram ter um peso significável na música brasileira a partir dos anos 80 com bandas como Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Titãs e Legião Urbana, que dominaram o cenário nacional por algum tempo. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-108114036552476677?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108114036552476677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/108114036552476677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_04_01_archive.html#108114036552476677' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-107960803526561009</id><published>2004-03-18T02:58:00.000-08:00</published><updated>2004-04-04T09:25:17.983-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Jovem Guarda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.slipcue.com/music/brazil/aa_imagesbrazil/aa_styles/jovem_logo.gif"&gt; &lt;br /&gt;A juventude brasileira dos anos 60 poderia ser dividida em dois tipos de pessoa. De um lado havia uma juventude “universitária”, que fazia passeatas, assistia O Fino da Bossa na TV , não perdia um festival da canção e, nas horas vagas, estudava um pouco. Mas também havia uma outra platéia – bem mais numerosa – que consumia os discos e programas de um tipo de rock básico tocado ao ao modo dos Beatles, Rolling Stones e Beach Boys. Com o nome ironicamente tirado de um livro de Vladimir Ilich Lenin, a Jovem Guarda entreteu a juventude brasileira, com diversos programas de televisão, shows pelo país e milhares de discos gravados, entre LPs e compactos. Além disso, foi com a Jovem Guarde que se consolidou uma música específica para o consumo jovem. Foi um das primeiras grandes vendas de discos nacionais como reflexo da beatlemania e a invasão do rock britânico nos Estados Unidos. A Jovem Guarda foi a resposta brasileira à invasão do rock inglês, especialmente aos Beatles. A relação entre o nascente rock brasileiros e as bandas inglesas foi, em um primeiro momento, de disputa, como na na música Betlemania, de Erasmo Carlos. Erasmo bradava, no auto de seu nacionalismo, "vou acabar com a beatlemania ... se eu não puder na mão, vou até de pau ... podem vir todos os quatro" ... etc ... Perdida a batalha só restou a render aos cabeludos de Liverpool. Renato e Seus Blue Caps com Menina Linda/I Should Have Know Better assinaram definitivamente essa rendição. Depois disso, foram centenas de covers e versões, que incluiu até mesmo a gravação de Lady Madona pelos Mutantes. A resistência inicial, no entanto, serviu para afirmar uma identidade própria para o rock brasileiro dos anos sessenta, que por meio da Jovem Guarda criou uma linguagem particular e nacional para a música jovem. A nova onda logo transformou-se em mania nacional, com direito a grifes de roupas, como as calças Zé Beto, e toda sorte de bugigangas com as marcas dos ídolos do movimento. Apesar da origem do nome, a Jovem Guarda foi acusada de se manter afastada dos conflitos políticos, mas nem por isso pode ser tachada de alienada, já que alguns de seus integrantes eram direitistas assumidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-107960803526561009?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107960803526561009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107960803526561009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107960803526561009' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-107927859919626395</id><published>2004-03-14T07:34:00.000-08:00</published><updated>2004-03-14T07:50:23.576-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Punk Americano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/peteleco/imagens/punk.jpg"&gt;&lt;br /&gt;Pense em um grupo de punks. &lt;br /&gt;Aposto que a imagem que veio a sua cabeça foi a de garotos com cara de mau, coturnos, calças rasgadas, tatuagens, brincos e piercings por todo corpo, ostentando cabelos coloridos com penteado espetado ou moicano. Parece que foi essa a imagem que ficou do punk. Entretanto, na década de 70 algumas bandas americanas não apresentavam nenhuma dessas características e, apesar disso, foram chamadas de punk. &lt;br /&gt;O prólogo desta história se passa em 1965, no auge do movimento hippie e muito antes do auge do punk inglês, em 77. Enquanto os Beatles cantarolavam ieieiês em sua fase angelical e Mick Jagger e Keith Richards ainda engatinhavam em suas primeiras composições, Lou Reed tocava "Heroin" e "Waiting for the man" para John Cale, com quem ainda nesse ano formaria o Velvet Underground. A utilização dos ruídos e as temáticas das letras, extremamente urbanas e niilistas, seriam o beabá de qualquer banda punk nascente.&lt;br /&gt;Capítulo1: Entretanto Somente depois de Iggy Pop e seus patetas (The Stooges), podemos mesmo falar de punk. Há uma notável descontinuidade entre os beatniks revoltados do Velvet Underground e os garotos sujos, feios e burros do The Stooges, Television, New York Dolls, Richard Hell and the Voidoids e Ramones. Enquanto Lou Reed trafegava livremente no meio artístico, seria possível que a turma de Iggy não reconhecesse a Monalisa, se a pusessem em sua frente. Em uma época onde o virtuosismo estava no auge, os Stooges faziam apenas uma versão tosca e despretensiosa do velho Rock n´Roll. Isso tudo com, no máximo, 3 minutos e 3 acordes. O punk nasce como uma resposta natural ao rumo que o Rock havia tomado, a preocupação artística crescente parecia deixar de lado sua verdadeira essência - a diversão. &lt;br /&gt;Capítulo 2: 1975, Connecticut, EUA. Três jovens, Eddie McNeil (Legs McNeil posteriormente), John Holmstron e Ged Dunn, decidem trabalhar juntos durante as férias. "Acho que devíamos lançar uma revista" sugere John, "se a gente tivesse uma revista, poderia beber de graça. As pessoas nos dariam bebida de graça." acrescenta. Eles queriam escrever sobre a realidade de suas vidas, o que não tinha espaço em lugar nenhum. "Cheeseburgers, reprises na TV, trepar, quadrinhos, filmes B e Rock n'Roll". Desse trabalho nasceu a revista Punk. Estava batizada a criança.&lt;br /&gt;Epílogo: Somente em 76, depois da turnê londrina dos Ramones, que os garotos do Sex Pistols e o The Clash, tomam coragem para formar suas próprias bandas. Em 77 temos a explosão do punk inglês com cabelos coloridos, estratégia de marketing e tudo mais. Para Legs McNeil essa data simboliza o fim do punk.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-107927859919626395?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107927859919626395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107927859919626395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107927859919626395' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6618761.post-107927776279783671</id><published>2004-03-14T07:21:00.000-08:00</published><updated>2004-03-14T07:53:46.840-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src= "http://www.petcom.ufba.br/peteleco/imagens/elvis.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracterizar o Rock n'Roll como um movimento religioso pode parecer impróprio para os mais puristas, tanto em relação ao rock quanto em relação à religião. Podemos definir uma Religião como uma crença no sobrenatural acrescida de um aparato técnico-ideológico-procedimental que legitima essa crença. Em cada uma de suas pequenas seitas, o culto ao Deus Rock reúne pessoas com compromisso com um determinado conjunto de crenças, um estilo de vida com seu próprio sistema de moda, linguagem, e valores e alguns levam isso tudo muito a sério. &lt;br /&gt;Todo sábado a noite milhares de jovens se reúnem em templos de todo mundo para cultuar o Rock n'Roll. Os CDs trazem os textos sagrados a serem apreciados e discutidos, Woodstock foi o maior exemplo de cruzada e Menphis funciona como um tipo de Meca ou Jerusalém. Os nossos padres, bispos, arcebispos são nomeados pela proximidade que se encontram de Deus, mas também pelo discos de platina conquistados. A dança, a diversão - tal como as drogas e o sexo em alguns casos - são os sagrados sacramentos do Rock. &lt;br /&gt;É bem verdade que as semelhanças entre a experiência da música e a religião é um assunto velho e gasto. Há muito tempo a psicanálise já salientava o papel da música em dissolver o indivíduo torná-lo uno com o universo. Entretanto só no rock fica claro a existência de um culto religioso, onde o que está em jogo não é apenas sua relação com a música, mas sim um estilo de vida. Somente o Rock poderia preencher o significado do termo religião.&lt;br /&gt;Em meados da década de 50 os velhos profetas (Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Little Richards, Ritchie Vallens, Buddy Holly..) começaram a preparavam a terra para a vinda do Rei (como os iniciados o chamam) e seus apóstolos (John, Paul, George, Ringo, Jimi, Mick, Keith...) que consolidariam a religião que iria mudar todo o mundo. Até hoje nos preparamos para o dia do Juízo Final quando o Rei voltará a tocar entre nós e só os escolhidos ganharão ingressos para o show. E lembrem-se: Elvis não morreu, ele vive em cada solo de guitarra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6618761-107927776279783671?l=dicionariodorock.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107927776279783671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6618761/posts/default/107927776279783671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dicionariodorock.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107927776279783671' title=''/><author><name>Danilo Fraga</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00456237164899182799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://www.petcom.ufba.br/imagens/danilo.jpg'/></author></entry></feed>
